Bolsonaro frustra esquerda e não nomeia parceiro de Flávio Dino para STJ

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Contrariando o lobby da imprensa e do ministro Gilmar Mendes, o presidente Jair Bolsonaro não nomeou o desembargador maranhense Ney Bello para uma das duas vagas no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Amigo pessoal e aliado do ex-governador comunista Flávio Dino, a nomeação de Bello vinha sendo dada como certa por observadores. Ao invés do maranhense, Bolsonaro preferiu Paulo Sérgio Domingues e Messod Azulay Neto. As relações pessoais e políticas de Ney Bello com Flávio Dino foram expostas com exclusividade pelo Blog do Linhares em 11 de maio de 2022. De lá para cá, todos davam como certa a nomeação. Isso acontecia por conta de decisões do desembargador que, teoricamente, beneficiaram aliados do presidente. A nomeação de Ney Bello iria fortalecer Flávio Dino. Só que ela não veio.

Edivaldo Jr quase faltou a própria convenção por medo de Flávio Dino

Edivaldo Holanda Flavio Dino

Por muito pouco o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PSD), não protagonizou o maior vexame das eleições 2022. Edivaldo ameaçou não comparecer à convenção que iria homologá-lo como candidato ao governo, realizada na tarde deste sábado, em São Luís. Edivaldo Holanda Jr só compareceu ao evento após o senador Roberto Rocha deixar as dependências da casa de eventos Villa Reale. A demora constrangeu presentes e a notícia imediatamente foi divulgada. Ocorre que o PSD, partido de Edivaldo, já havia declarado apoio ao senador meses atrás. Apesar disso, Edivaldo relutava em seguir a orientação partidária. A razão da negativa pode residir no fato de que Edivaldo foi eleito em 2012 prefeito de São Luís com amplo apoio do comunista. Dessa forma, por medo de Flávio Dino, é possível que o ex-prefeito quase tenha faltado na convenção que iria conduzi-lo à disputa do cargo mais importante de sua carreira política. A situação foi levada com naturalidade por Roberto Rocha que tentava retribuir as gentilezas do presidente da sigla, Edilázio Jr, em relação a ele. Edivaldo poderia ter ido ao encontro e simplesmente se recusado a apoiar Roberto. Um ato que transpareceria personalidade e independência. No entanto, por medo da reação de Flávio Dino e da presença de Roberto Rocha, Edivaldo fez a opção pela fuga. Um péssimo começo de campanha.   

Maranhão entre os estados com maior devastação ambiental

Flavio Dino

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Maranhão é um dos estados com o maior índice de queimadas no Brasil. Entre os dez estados com mais focos de queimadas detectados pelos satélites do Inpe, desde janeiro, estão o Mato Grosso, com 7.859; Tocantins, com 3.920; Maranhão, com 3.170; Minas Gerais, com 2.039; Bahia, com 2.001; Pará, com 1.777; Goiás, com 1.567; Mato Grosso do Sul, com 1.394; Piauí, com 927; e São Paulo, com 761. Se considerado apenas o mês de julho (até o dia 20), Maranhão (1.412 focos), Tocantins (1.145), Mato Grosso (1.019), Pará (653), Minas Gerais (546) e Goiás (349) lideram o ranking de estados com mais focos de incêndios. Bahia, Piauí e Amazonas também registraram mais de 300 focos de queimadas no decorrer do mês. Desde o começo do ano, os números tornam-se cada vez mais alarmantes: foram 15.121 focos de incêndios no Cerrado e 9.556 na Amazônia. No acumulado do ano, o número de queimadas no Cerrado é quase três vezes maior que na Mata Atlântica, onde foram detectados 3.303 focos. Já em relação à Amazônia o número equivale ao dobro. Os dados revelam que a região conhecida como Matopiba, acrônimo para os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, destaca-se entre as que mais estão queimando os seus ecossistemas. Predominante nessas áreas, o Cerrado tem sido alvo da monocultura de grãos, a exemplo da soja, entre outras atividades agropecuárias, que se expandiu entre os quatro estados a partir da segunda metade dos anos 1980.

Bolsonaro intervém e manda R$ 50 milhões para construção de ferryboats

Brandao e Dino

A gestão de Jair Bolsonaro (PL) irá ajudar a desfazer o caos criado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) no sistema de transporte do ferryboat, no Maranhão. Após anos de sucateamento, a travessia entre a ilha de São Luís e o continente feita por embarcações chamadas “ferryboats”, entrou em colapso. O Governo Federal liberou recursos para a construção de dois novos ferryboats para a travessia entre a Ponta da Espera (São Luís) e o Cujupe (Alcântara), que serão construídos com recursos do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM). O investimento destinado ao Maranhão pelo Governo Federal será de mais de R$ 50 milhões. A liberação já consta no Diário Oficial da União e estipula um prazo de 450 dias para a conclusão dos projetos. Serão construídos dois “super-ferryboats” mistos com capacidade para 800 pessoas e 80 veículos. A ação do governo de Jair Bolsonaro irá resolver em pouco mais de um ano o que Flávio Dino demorou 7 anos para destruir.

Flávio Dino foi citado na planilha de propina da Odebrecht

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Após ser indiretamente atacado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) nesta semana, o senador Roberto Rocha (PTB) lembrou do caso envolvendo o comunista e a lista de propina da Odebrecht. Flávio Dino consta na lista que integrava os documentos da Operação Lava Jato com o codinome de “Cuba”. Quem denunciou Dino foi o ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho. Na época, o delator explicou como funcionava o Setor de Operações Estruturadas da empreiteiras, o ‘departamento da propina’. José de Carvalho entregou documentos, entre eles uma planilha na qual aparece o nome de Dino, junto a outros agentes públicos e políticos corrompidos pela empreiteira. Segundo ele, Flávio Dino pediu R$ 400 mil para defender na Câmara dos Deputados um projeto de lei que beneficiaria a construtora. Carvalho Filho ainda afirmou ter repassado dinheiro para a campanha de Dino. Na época, o governador era relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara em um projeto de interesse da companhia. Apesar do esforço da empreiteira, o projeto não passou. O caso foi amplamente noticiado pela imprensa nacional (AQUI e AQUI

Brandão lidera pesquisas mesmo comandando governo caótico

Carlos Brandao e Flavio

O governador Carlos Brandão passa pelo pior início de governo eu se tem noticia no Maranhão nas últimas décadas. Crise nos transportes, caos na segurança pública, escândalos de corrupção e alvoroço político. Apesar disso, algumas pesquisas registram certa liderança folgada do sucessor de Flávio Dino na disputa pelo Palácio dos leões, casos do levantamento Econométrica/O Imparcial, divulgada nesta segunda (25 de julho), que mostra a liderança folgada de Brandão (PSB). Segundo o levantamento, Brandão tem com 34,8%, contra 23,6% de Weverton e 20,5 de Lahesio Bonfim.  Edivaldo Holanda Júnior (PSD), tem 7,6%; Enilton Rodrigues (PSOL), 1%; Simplício Araújo (SD), 0,5%; e Hertz Dias (PSTU), 0,1%. “Branco ou nulo” somaram 4,6%, e “Não sabem/não responderam”, 7,4%. Os números contrastam com a realidade. Logo que assumiu o governo após a saída de Flávio Dino para disputar o governo, Brandão teve que ausentar-se do governo por semanas. Sem vice e com as negativas do presidente da Assembleia em assumir o cargo (se assim o fizesse teria que desistir da reeleição para deputado), o governo foi assumido por Paulo Velten, presidente do Tribunal de Justiça. Uma onda de violência tomou conta do estado no início da gestão. Uma onda de assaltos em ônibus resultou em óbitos. Na semana passada, a prisão do empreiteiro Eduardo DP abalou ainda mais o governo. E, para completar, neste fim de semana um ferryboat voltou a apresentar problemas. Apesar de tudo isso, os institutos apontam uma tendência de crescimento de Brandão. Inabilidade dos adversários ou vontade popular?    Na pesquisa foram ouvidos 1.535 eleitores, em 57 cidades do Maranhão, entre os dias 19 e 22 de julho. O nível de confiança do levantamento é de 95% e o registro da Justiça Eleitoral foi feito sob o número MA-08398/2022.

Flávio Dino chama Roberto Rocha de “ladrão do orçamento secreto”

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Em publicação divulgada neste domingo (24 de julho), o ex-governador Flávio Dino (PSB) afirmou que “Senado não é lugar de ladrão do orçamento secreto”. Apesar dos demais candidatos, a eleição para Senado neste ano é considerada plebiscitária entre Roberto Rocha (PTB) e o próprio Dino. Dessa forma, o ataque de Dino foi uma indireta ao senador. Apesar de ser mandatário de um governo envolto em escândalos de corrupção, Flávio Dino tem insuflado aliados nas últimas semanas a acusar Roberto Rocha de fazer parte do suposto escândalo do “orçamento secreto”. Após ser chamado indiretamente de ladrão, Roberto Rocha pediu a Flávio Dino que desse o nome ladrão a qual ele se referia em suas redes sociais. O comunista já é conhecido pela tática de atacar aliados de forma indireta. Foi assim contra João Castelo (2008), Roseana e Jackson Lago (2010), Lobão Filho (2014) e contra Roseana (2018) na última eleição. Em nenhuma das ocasiões os adversários tiveram a coragem de atacar Flávio Dino como foram atacados por ele. Neste ano, mesmo Flávio Dino sendo principal suspeito de sumir com milhões de reais que deveriam servir para comprar respiradores em 2020 e sacando R$ 1.3 bilhão do Fundo Especial de Pensão e Aposentadorias dos funcionários do estado (FEPA), tudo indica que Rocha não irá acusá-lo de ter roubado estes recursos. Nem Rocha e nenhum de seus principais adversários. A disputa deve ser mais um banho do discurso comunista contra adversários acovardados.

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