Flávio Dino se despede oficialmente da política partidária

Flávio Dino

BRASÍLIA, 22 de fevereiro de 2024 – O ex-governador do Maranhão Flávio Dino se despediu oficialmente da política nesta quarta (21). Após seu último pronunciamento, Dino renunciou ao mandato e se desfiliou do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Nesta quinta (21), cuja solenidade está marcada para às 16h, ele será empossado como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ocupando a vaga deixada pela aposentadoria da ministra Rosa Weber em setembro.

Ministério da Justiça entra em crise após fuga em penitenciária

Dino Lewandowski

MOSSORÓ, 21 de fevereiro de 2024 – O Ministério da Justiça, sob a liderança do recém-empossado ministro Ricardo Lewandowski, enfrenta uma crise decorrente da fuga de dois traficantes da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A situação se torna ainda mais delicada pelo fato de ser a primeira vez, desde a criação do Sistema Penitenciário Federal em 2006, que uma penitenciária de segurança máxima registra tal incidente. A “guerra de versões” sobre as responsabilidades do ocorrido envolve os recém-chegados à pasta, que afirmam ter herdado um sistema penitenciário fragilizado pela falta de investimentos na gestão anterior de Flávio Dino. Do outro lado, membros da equipe existente no Ministério da Justiça, especialmente da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), apontam para a ausência de uma transição eficaz entre as gestões. O novo titular da Senappen, André Garcia, assumiu o cargo no mesmo dia da fuga, adicionando complexidade ao cenário. A falta de convocação para a transição resultou em fragilidades, como a deficiência no reforço da vigilância da penitenciária durante o período do Carnaval. Um elemento de destaque na crise é a revelação de relatórios de inteligência que apontam sérios problemas prévios de segurança na penitenciária de Mossoró.

Mulher de Randolfe Rodrigues irá trabalhar com Flávio Dino

BRASÍLIA, 20 de fevereiro de 2024 – Flávio Dino, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que a esposa do senador Randolfe Rodrigues (PT), deve integrar a sua equipe. Priscila Carnaúba já atuou anteriormente no gabinete da ministra Cármen Lúcia. Sua história no STF explica a facilidade com que o senador impõe, por via judicial, suas vontades ao Congresso. O parlamentar ficou conhecido por acionar o STF após ser derrotado em votações. Carnaúba ficou conhecida por ser casada com Randolfe Rodrigues, senador e líder do governo Lula no Congresso. Sua nomeação foi oficializada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20, pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Priscila, que desde setembro de 2023 desempenhava a função de assessora comissionada no gabinete de Cármen Lúcia, seguirá na mesma posição sob a liderança de Dino, com uma remuneração mensal de cerca de R$ 13 mil. Flávio Dino, prestes a assumir sua posição no STF, enfrenta questões sobre seu conhecimento de relatórios de inteligência relacionados à segurança da penitenciária federal de Mossoró e a eventos no Ministério da Justiça e Segurança Pública durante sua gestão como ministro. Relatórios anteriores à fuga de detentos em Mossoró indicavam falhas de segurança, incluindo câmeras inoperantes e vulnerabilidades que permitiram a fuga exatamente como previsto.

Flávio Dino assume posição de Ministro no STF esta semana

Dino STF

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2024 – O senador Flávio Dino (PSB) tem aproveitado o curto período que dispõe para exercer mandato no Congresso Nacional, antes de assumir vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), para apresentar projetos de lei voltados à segurança pública. Dos quatro projetos previstos, pelo menos dois já foram protocolados no Senado. O primeiro deles cria premiação para os policiais que desempenharem um bom trabalho no país. O segundo detalha critérios para a efetivação da prisão preventiva. Dino renunciará seu mandato no Senado entre os dias 20 e 22 deste mês, data em que ele assumirá de forma efetiva a vaga de ministro do STF. A suplente de senadora, Ana Paula Lobato (PSB) herdará a vaga na chamada Câmara Alta e poderá exercer o mandato na condição de titular por mais 7 anos. O primeiro projeto de lei apresentado por Flávio Dino é o PL 16/2024, que propõe o reconhecimento do Estado brasileiro aos policiais que desempenham um “bom trabalho” na segurança pública do país. O texto sugere a utilização de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para viabilizar premiações e valorizar os agentes, com o objetivo de melhorar o desempenho das forças de segurança. “Se há os maus policiais, não há dúvida, e eles devem ser punidos nos termos da lei. Por outro lado, há aqueles que ultrapassam o cumprimento dos seus deveres, que se destacam pela dedicação, que se destacam pela capacidade de inovar, pelas boas práticas, pela bravura, que são responsáveis pelo salvamento de vidas”, defendeu no Senado. Prisão preventiva O segundo projeto é o PL 226/2024, que detalha critérios para a prisão preventiva no país. Atualmente pelo Código do Processo Penal, a prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, a pedido do Ministério Público ou da autoridade policial. Dino sugere quatro critérios para o juiz decidir se o grau de periculosidade do investigado gera risco à ordem pública. São eles: modus operandi (uso reiterado de violência ou grave ameaça); participação em organização criminosa; natureza, quantidade e variedade de drogas, armas ou munições apreendidas; e existência de outros inquéritos e ações penais em curso. A matéria ainda precisa tramitar por comissões técnicas da Casa antes de ir ao Plenário.

Diretor de presídio federal que registrou 1ª fuga da história foi indicado por Cappelli

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2024 – Responsável pelo presídio federal de segurança máxima que registrou a primeira fuga na história do Brasil, Humberto Gleydson Fontinele Alencar assumiu a direção da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) sob a gestão de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A nomeação foi assinada por Ricardo Cappelli, ex-secretário-executivo do ministério e apareceu em publicação no Diário Oficial da União de 17 de abril de 2023. No dia 14 de fevereiro, Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça fugiral do presídio de segurança máximo de Mossoró. Esta foi a primeira ocorrência do tipo nas cinco prisões administradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em toda a história. Após a fuga, o indicado de Cappelli foi afastado de suas funções. Em seu lugar, assumiu interinamente Carlos Luis Vieira Pires. A fuga aconteceu após uma série de polêmicas envolvendo membros do Ministério da Justiça e Segurança Pública com a famigerada “Dama do Tráfico”. Luciane Barbosa Farias, esposa de um dos líderes da mesma facção criminosa dos fugitivos, havia pedido ao governo Lula menos rigor no sistema penitenciário.

Flávio Dino propõe fim da aposentadoria compulsória para juízes

Dino PEC

IMPERATRIZ, 19 de fevereiro de 2024 – O senador Flávio Dino, que se prepara para assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou em suas redes sociais a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nesta segunda (19). A proposta visa substituir a aposentadoria compulsória por demissão sem remuneração para juízes, promotores e militares envolvidos em crimes graves. Na oportunidade, Dino destacou que a medida tem como objetivo eliminar a disparidade no tratamento desses profissionais em relação a outros servidores públicos que cometem crimes semelhantes, como corrupção. Amanhã apresentarei ao Senado, visando às assinaturas de apoio, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deixando claro, definitivamente, que juízes, promotores ou militares que cometerem delitos graves devem ser EXCLUÍDOS do serviço público. E não “aposentados compulsoriamente”… — Flávio Dino ???????? (@FlavioDino) February 18, 2024 A proposta busca promover uma abordagem mais rigorosa e equitativa diante de infrações graves no serviço público. Além da PEC sobre a punição, Flávio Dino também apresentou um projeto que proíbe acampamentos em quartéis. O senador, que assumirá a relatoria de 344 processos ao ingressar no STF, incluindo investigações sobre o ministro das Comunicações, critica propostas que visam limitar os poderes do Supremo, como o impeachment de ministros.

Dino é alvo de críticas por ‘notória ignorância ética’

Dino Estadão

BRASÍLIA, 09 de fevereiro de 2024 – O jornal Estadão publicou um editorial nesta sexta (9), intitulado “Notória ignorância ética”, criticando a nomeação de Flávio Dino (PSB) como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O periódico destaca o que considera ser um “sonho antigo” de Lula de ter um ministro da Corte com “cabeça política”, questionando a escolha do ex-presidente. O Estadão descreve a presença de Flávio Dino nos bastidores dos Três Poderes como algo sem cerimônia e aponta que a indicação ocorreu não pelo saber jurídico do senador, mas pelo “notório saber político”. O editorial destaca que Dino não teria cumprido o decoro ao não abandonar seu figurino político ao passar da pasta da Justiça para o STF. Segundo o jornal, Flávio Dino correu ao Senado para propor projetos durante o intervalo entre deixar a Justiça e assumir a toga, atividade que poderia ter sido realizada por sua suplente, Ana Paula Lobato (PSB), esposa do deputado estadual Othelino Neto (PCdoB). O Estadão utiliza a expressão “ignorância ética” para sugerir que as ações de Dino refletem a ideia de que “o ego não coubesse num só Poder”. O texto critica a atuação do ministro no Ministério da Justiça, mencionando a “Operação de Garantia da Lei e da Ordem” e o “Programa de Enfrentamento às Organizações Criminosas”, que teriam resultados ineficazes. O editorial conclui apontando o que seria ideal para o STF no atual momento de tensionamento institucional, sugerindo a necessidade de um ministro discreto, técnico e avesso a disputas partidárias e ao exibicionismo nas mídias sociais. Confira o editorial na íntegra clicando aqui.

Senador rebate Dino com fundamentos para impeachment do STF

Plínio Dino

BRASÍLIA, 08 de fevereiro de 2024 – Nesta quarta (7), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) emitiu uma resposta às declarações de Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, que havia afirmado que propostas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) eram “falsas soluções” para questões envolvendo a atuação da Corte. Valério fundamentou sua resposta no artigo 39 da Lei 1.079/1950, que define crimes de responsabilidade dos ministros do STF. O senador destacou algumas situações, afirmando: “São crimes de responsabilidade dos ministros do STF: ‘alterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso, a decisão ou voto já proferido em sessão do tribunal’. Posso dar oito nomes de ministros que desobedeceram isso.” O senador também mencionou outras situações previstas na lei, como “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa” e “exercer atividade político-partidária”, apontando alegados casos que poderiam se enquadrar nessas categorias. Flávio Dino, por sua vez, manifestou sua oposição a propostas de emenda à Constituição (PECs) que buscam limitar a atuação dos ministros do STF.Entre essas propostas estão a fixação de mandatos para os ministros, uma PEC de autoria de Valério, e outra que visa reduzir a quantidade de decisões monocráticas proferidas pela Corte. Ambas as PECs estão em tramitação no Parlamento.

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