
BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso que envolve o Banco Master.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta (7), o pré-candidato à Presidência afirmou que integrantes da base do presidente Lula não assinaram o pedido de investigação no Congresso.
“O PT foi contra a CPI do Master […] A oposição apoiou, eu assinei, já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora.” Flávio ainda questionou a ausência de apoio de parlamentares governistas à proposta. “Medo do que pode aparecer?”, perguntou.
O senador classificou as denúncias relacionadas ao Master como “muito graves”. Ele afirmou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), “agiu corretamente ao autorizar a operação”. Segundo Flávio, “se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada”.
O parlamentar também declarou que espera que o caso seja “apurado até o fim” e sem “proteção política”.
“O Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte”, disse. Ele ainda afirmou que “a CPI do Banco Master precisa sair do papel”. No vídeo, o senador questionou o crescimento da instituição financeira e possíveis relações políticas.
“Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou?”, perguntou. Ele também indagou sobre as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia.
As declarações ocorreram depois da deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Em nota anterior, Flávio declarou que “fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes”. Ele disse ainda que a apuração deve ocorrer “sempre com respeito ao devido processo legal”.
INVESTIGAÇÃO DO ESQUEMA FINANCEIRO
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco. A PF identificou indícios de que Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, teria financiado viagens de luxo ao senador.
O ex-banqueiro também teria realizado repasses mensais de até R$ 500 mil a Ciro Nogueira. Os pagamentos ocorreriam em troca da apresentação de emendas de interesse da instituição financeira no Congresso.
As investigações identificaram pagamentos recorrentes realizados por meio de uma estrutura entre a empresa BRGD S.A. e a CNLF Empreendimentos. A BRGD é ligada à família do ex-banqueiro. A CNLF é apontada como veículo patrimonial de Ciro Nogueira.
Além disso, mensagens interceptadas pela investigação mencionam valores supostamente destinados ao senador. Uma delas, atribuída a Felipe Vorcaro, primo do banqueiro e preso na operação, pergunta: “Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?”.
A frase faz referência aos repasses mensais destinados a “Ciro”.







