
ESTADOS UNIDOS, 30 de abril de 2026 — Parlamentares norte-americanos afirmam estar “profundamente preocupados” com o envolvimento do organismo no que classificam como “tráfico de médicos cubanos” no programa Mais Médicos.
A comissão recomenda que não sejam destinados recursos à OPAS no próximo ano fiscal.
“O Comitê permanece profundamente preocupado com o envolvimento anterior da OPAS no tráfico de médicos e pessoal médico cubano no antigo programa Mais Médicos no Brasil e espera que a OPAS preste contas integralmente sobre seu papel nesse programa antes de receber dólares dos impostos americanos”, diz o documento.
O texto afirma que a organização só deveria voltar a receber verba dos EUA após prestar contas sobre sua atuação no programa brasileiro. “A OPAS deve publicar todos os registros financeiros e contratos relevantes, incluindo uma avaliação sobre se tais contratos cumpriram as normas trabalhistas locais e internacionais.”
Os congressistas também afirmam que a entidade deve pagar eventuais indenizações fixadas pela Justiça norte-americana em processos baseados na legislação dos EUA de combate ao tráfico humano.
Criado no governo Dilma Rousseff em 2013 e continuado pelo presidente Lula, o Mais Médicos levou profissionais estrangeiros, sobretudo de Cuba, para regiões carentes do Brasil.
O programa contou com intermediação da OPAS.







