STF descarta ação por suposta espionagem no governo Bolsonaro

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BRASÍLIA, 20 de maio de 2026 — O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou uma ação do Partido Verde contra o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu por 7 votos a 4. Os ministros entenderam que a contratação de empresa privada para acompanhar publicações não equivale a “espionagem”. O julgamento foi encerrado na última sexta (15). O PV foi ao STF após reportagem da revista Época de novembro de 2020. A reportagem afirmava que a Secretaria de Governo e a Secom contrataram empresa para monitoramento diário de redes sociais. O monitoramento abrangia 80 jornalistas e 116 parlamentares. Entre eles estavam 105 deputados federais, nove senadores, uma deputada estadual e um vereador. Na ação, o PV alegou que o uso da máquina pública para “vigiar” autoridades e jornalistas feria a liberdade de expressão. A legenda afirmou que a conduta tinha caráter autoritário, semelhante a espionagem. A relatora Cármen Lúcia votou pela procedência do pedido. Ela declarou inconstitucionais os atos do governo Bolsonaro. Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso acompanharam a relatora. Os demais ministros seguiram o voto divergente de André Mendonça. Ele afirmou que a ação não deveria ser analisada pelo STF. Para Mendonça, o caso exigiria ação popular, não ADPF. Ele frisou que o contrato de monitoramento foi encerrado em 23 de setembro de 2020. Não havia mais relatórios ativos depois dessa data. Mendonça afirmou que os relatórios eram similares a serviços de clipping de notícias. Segundo o ministro, os relatórios envolviam informações públicas sobre figuras públicas. Ele disse que isso ocorria “independentemente de coloração partidária”. Em seu entendimento, não ficou demonstrado como os atos cerceariam a liberdade de expressão. Também não ficou caracterizada “espionagem” de parlamentares e jornalistas. Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux votaram com Mendonça. Zanin ressaltou que o monitoramento em si não é inconstitucional. Ele disse que não haveria prova de uso para perseguição política.

Abin executou ação hacker contra governo do Paraguai

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BRASÍLIA, 1º de abril de 2025 –  A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou uma operação hacker contra o governo do Paraguai, segundo depoimento de um servidor da agência à Polícia Federal. O caso, divulgado pelo portal UOL nesta segunda-feira (31), revela que a ação teve como alvo dados de autoridades paraguaias e ocorreu meses antes da renegociação do acordo sobre os valores pagos pelo Brasil pela energia da Usina de Itaipu, em maio de 2024. De acordo com o agente da Abin, a invasão utilizou o programa Cobalt Strike, ferramenta de intrusão em dispositivos eletrônicos. Os ataques partiram de servidores montados no Chile e no Panamá e tinham como objetivo acessar informações do anexo C do tratado de Itaipu. Esse trecho do acordo, assinado em 1973, define as bases financeiras para a comercialização de energia entre os dois países. O Paraguai vende seu excedente energético ao Brasil e, nos últimos anos, vinha pressionando por um reajuste nos valores pagos.

Dino manda à PF crime pelo qual já foi denunciado no Maranhão

Dino Espionagem

BRASIL, 17 de janeiro de 2024 – O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ordenou à Polícia Federal investigar supostos grampos ilegais no governo do Paraná durante suas últimas semanas no cargo. O caso envolve a existência de uma diretoria de inteligência na Controladoria-Geral do estado, utilizada para espionar celulares de adversários políticos de Ratinho Jr. (PSD). A denúncia surgiu após a revelação de que o governo paranaense contratou o software espião israelense First Mile por R$ 6,2 milhões em 2019. O Ministério Público do Paraná arquivou o caso em dezembro, mas o deputado estadual Requião Filho celebrou a decisão de Dino, afirmando aguardar que a Polícia Federal cumpra seu papel na investigação. O esquema de espionagem já foi alvo da Operação Última Milha da Polícia Federal, que investiga agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pelo uso do programa israelense. Cabe ressaltar que o governo do Maranhão, durante o mandato de Flávio Dino, enfrentou polêmicas relacionadas a espionagem. Em 2019, um ofício vazado da Polícia Militar do Maranhão revelou a solicitação de espionagem a adversários políticos. Além disso, o secretário de Estado da Articulação Política do governo maranhense, Rubens Júnior, foi gravado pedindo a funcionários do governo que monitorassem prefeitos e deputados.

Governo Biden permite que balão espião chinês sobrevoe EUA

Biden

Um balão chinês de elevada altitude foi identificado pelos EUA ocupando o espaço aéreo do país nesta semana. O artefato está sobrevoando o estado de Montana nos últimos dias. A rota do balão perpassa um dos três campos de mísseis nucleares do país. Apesar da gravidade da situação, o governo de Joe Biden apenas observa. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, assumiu que o balão é de propriedade chinesa e está verificando os relatórios sobre o balão, e que “até que os fatos sejam claros, fazer conjecturas e exagerar o tema não ajudará a resolvê-lo da forma adequada”. O objeto entrou no espaço aéreo ocidental pelo Alasca, atravessou parte do Canadá até chegar em Montana. Na manhã desta sexta (03 de fevereiro), o governo canadense também confirmou que outra aeronave da mesma natureza está sobrevoando o país. Montana abriga um dos três únicos campos de mísseis nucleares do EUA, na Base Aérea de Malmstrom, e tem importância estratégica absoluta em um conflito de escala planetária. Há a suspeita de que o balão sobrevoe locais com informações de segurança para coletar dados. O senador Marco Rubio, o principal republicano no Comitê de Inteligência do Senado, atacou o suposto balão da China. “O nível de espionagem direcionado ao nosso país por Pequim cresceu drasticamente [e vem sendo] mais intenso e ousado nos últimos 5 anos”, escreveu Rubio no Twitter. O governador de Montana, Greg Gianforte, também republicano, disse em um comunicado que foi informado sobre a situação “profundamente preocupante”.

Governo do MA volta a usar estrutura para espionar prefeitos

Rubens Pereira Jr

Em 2019 um ofício vazado da Polícia Militar do Maranhão em que a tropa era instada a espionar adversários políticos do governo causou polêmica. O escândalo não resultou em nenhuma união e caiu no esquecimento. Passados dois anos, membros do governo voltam a protagonizar situação semelhantes às vésperas de uma eleição. O secretário de Estado da Articulação Política do governo estadual, Rubens Júnior, foi gravado em reunião em que solicitou abertamente a funcionários do governo que espionem prefeitos e deputados no interior do Maranhão. O evento aconteceu ontem (1º) e contou com a presença de superintendentes regionais de articulação política. A ordem foi expressa: “Quem é o prefeito que tá do lado da gente, e quem não tá; quem é o prefeito que fala bem da gente, e quem fala mal. Porque, para mim, todos falam bem? Ele vão falar mal para mim? Mas para vocês eles falam a verdade”, disse. A tarefa dos agentes pagos com recursos públicos consistiria em produzir relatórios sobre o desempenho político de deputados, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e até mesmo do governador, que disputará o cargo de senador em 2022. Sabedor de que o uso da estrutura e de funcionários do governo garante vantagem política aos dispostos a usá-la de forma indevida, Rubens ainda afirmou: “Esse monitoramento político ninguém no Maranhão tem condições de levantar melhor do que vocês”.

China usa rede 5G para “espionagem comercial”

Samatha Power

Durante entrevista ao programa Roda Viva na última segunda-feira (26), Samantha Power – ex-embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas – alertou que o governo chinês utiliza a rede 5G para “espionagem comercial”. Fabio Faria, ministro das Comunicações, não se pronunciou sobre as declarações de Samantha Power, atualmente indicada pelo presidente dos Estados Unidos para liderar a USAid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), visto que a ex-embaixadora acrescentou que o governo estadunidense faz o alerta para não deixar o Brasil vulnerável aos caprichos dos chineses. O site Poder360 tentou entrar em contato com o ministro das Comunicações e o chanceler Carlos França, mas ambos não emitiram comentários sobre as declarações da ex-embaixadora. “A China foi muito pragmática com os países aos quais forneceu EPIs, e quase sempre pediu algo em troca. [Por exemplo]: ‘Preciso que vocês apoiem nossa atitude com os Uigures no Conselho de Direitos Humanos da ONU’ ou ‘preciso que façam uma canção elogiando a China pelos EPIs que forneceu’”, alertou Samatha Power.

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