Engajamento da direita supera esquerda e centrão nas redes

BRASIL, 02 de julho de 2025 – Políticos de direita alcançaram 1,48 bilhão de interações nas redes sociais entre janeiro e maio de 2025, segundo estudo da consultoria Bites. O número é quase três vezes maior que o registrado por políticos de esquerda (417 milhões) e oito vezes superior ao de centro e centrão (171 milhões). Os dados foram encomendados pelo jornal Folha de S.Paulo e analisaram perfis de 250 autoridades, incluindo deputados, senadores e ministros. André Eler, diretor técnico da Bites, atribui o maior engajamento da direita à melhor organização e a uma base mais ativa. “É uma bolha que gera interações constantes”, explicou.
Quem da direita pode ser aceito pelo STF nas eleições?

BRASÍLIA, 16 de junho de 2025 – A direita brasileira pode ser preterida pela centro-direita nas eleições gerais de 2026 devido a embates na Justiça, em especial com o Supremo Tribunal Federal (STF). Com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) arrolados em causas judiciais, outros nomes também podem encontrar dificuldades no próximo pleito e deixar candidatos mais afeitos ao STF ganharem protagonismo. O exemplo mais evidente é a inelegibilidade de Bolsonaro e a articulação do centrão para apresentar um nome mais de centro para disputar contra o presidente Lula (PT). O ex-presidente atualmente está sendo julgado pela Corte por suposta tentativa de golpe de Estado. Ele também se encontra inelegível desde 2023. Nesse cenário, surge a pergunta: quem o STF, bem como o Tribunal Superior Eleitoral, poderá aceitar como candidato palatável da direita em 2026? Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que a aceitação da Corte será um fator importante para que o establishment político decida por um nome, com ou sem o apoio do ex-presidente. Estando fortalecido nas pesquisas eleitorais, o governador Tarcísio Gomes de Freitas, de São Paulo, é visto como o candidato “permitido” dentro do espectro mais próximo da direita. Isso ocorre porque o chefe do Executivo paulista passou os últimos anos desenvolvendo um bom relacionamento com os ministros do STF, em especial o ministro Alexandre de Moraes. Outros nomes sem atritos com o Supremo são os dos governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ratinho ainda possui um bom trâmite com magistrados, mesmo sendo apoiador de Bolsonaro. Zema tem se tornado mais vocal contra o STF. Ele criticou pela primeira vez em março as ações do Supremo contra os manifestantes de 8 de janeiro. Zema desaprovou a prisão da cabelireira Débora Rodrigues, que pichou com batom uma estátua do STF. O cientista político Elton Gomes, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), avalia que o Supremo Tribunal Federal (STF) “converteu-se em uma variável interveniente e, por vezes, em uma variável principal, de primeira grandeza”, dado que boa parte das decisões políticas do país acaba judicializada. Gomes também chama atenção para o fato de que o Tribunal Superior Eleitoral, que tem poder para rejeitar candidaturas, não é independente do STF. “Parte da Corte Eleitoral é composta por ministros da Suprema Corte no exercício de suas funções”, lembra. Para ele, isso faz com que “o processo de arbitragem eleitoral brasileira seja influenciado, contaminado de alguma maneira e movido também por esse alinhamento de forças entre a Suprema Corte e o partido do governo”.
Direita lidera intenções de voto global, exceto Bolívia

MUNDO, 04 de fevereiro de 2025 – As eleições presidenciais de 2025 indicam um movimento global de migração política à direita. Em oito dos nove principais países que vão às urnas neste ano, pesquisas eleitorais apontam a liderança de candidatos conservadores, com mudanças ideológicas previstas em cinco dessas nações. A tendência se estende da América Latina à Europa e Oceania, impulsionada por questões como incertezas econômicas e políticas migratórias mais restritivas. De acordo com as projeções eleitorais feitas pelo Poder360, Alemanha, Austrália, Noruega, Canadá e Chile apresentam crescimento da direita, impulsionado pela insatisfação com governos atuais de esquerda ou de centro. Com base na projeção, apenas a Bolívia deve manter um governo de esquerda, enquanto Equador, Polônia e República Tcheca tendem a seguir com administrações conservadoras.
‘Direita’ maranhense não existe

Após o desmoronamento do teatro mambembe do “toma lá, dá cá” entre PT e PSDB – descrito de maneira brilhante por Olavo de Carvalho como Teatro das Tesouras – após as eleições de 2014, o conservadorismo voltou a se manifestar na política partidária do Brasil. Por décadas, o que se convencionava chamar de “direita” política não existia nas esferas do poder. Entre 1990 e 2014, no mundo organizado da política, a direita era lenda urbana. Mas veja bem: no povo, o pensamento conservador nunca murchou. Pelo contrário, já em 2005, no famigerado referendo sobre o desarmamento, milhões de brasileiros deram uma rasteira na hegemonia esquerdista, dizendo um sonoro “não” ao desarme. Todos os partidos, todas as emissoras de televisão, jornais, artistas, jornalistas, militantes, professores universitários, funcionários públicos… Todos os agentes da esquerda estavam derrotados. Estava provado: não havia políticos de direita, mas havia um povo conservador. Pois bem, e o Maranhão? Aquela pergunta que volta e meia brota do nada: Existe direita organizada no Maranhão?” Quem se arriscaria a apontar um líder, um partido, um mísero agrupamento coerente com o ideário conservador? José Sarney, Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho? Ah, vá! Quem conhece as teorias e as práticas sabe a resposta óbvia. Mas aí não teria graça, certo? Então, para não terminar com um singelo “Não, não existe direita conservadora na política maranhense. Fim.”, vamos aprofundar o debate! Detalhe importante: todo professor de história que tratou José Sarney como direitista em sala de aula é picareta. Vamos lá!
Gestões de direita obtêm melhores resultados contra o crime

BRASIL, 22 de novembro de 2024 – Um levantamento da Gazeta do Povo revelou que estados governados por partidos de direita apresentaram melhores resultados na redução da violência, medidos pela taxa de homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com dados do Atlas da Violência do IPEA. O estudo abrangeu o período entre 2003 e 2022, comparando gestões de direita, centro e esquerda. No período analisado, a taxa média de homicídios foi de 24 por 100 mil habitantes nos estados governados pela direita, enquanto as administrações de centro e esquerda registraram médias de 30,7 e 32,1, respectivamente. QUEDA E AUMENTO DAS TAXAS DE HOMICÍDIOS Além da média geral, o levantamento analisou a variação anual das taxas de homicídios. Governos de direita obtiveram uma queda média de 0,15% por ano, enquanto os de centro e esquerda registraram aumentos de 0,8% e 1,6% ao ano, respectivamente.
A ordem natural e sua destruição

Tem sido meu objetivo demonstrar – não apenas afirmar, propor ou sugerir – mas provar estritamente, logicamente, que a instituição da propriedade privada é (e sempre e em todos os lugares tem sido) o fundamento, ou o requisito necessário e indispensável da paz (relações pacíficas) entre os homens (incluindo mulheres, é claro, e qualquer gênero intermediário que queiram inventar) e, além da paz, depois, da prosperidade e, resumindo em uma palavra, da civilização humana. Como toda ação requer o emprego de meios físicos específicos – um corpo, um espaço para se estar, objetos externos – um conflito entre diferentes atores deve surgir, sempre que dois atores tentam usar os mesmos meios físicos para a obtenção de propósitos diferentes. A fonte dos conflitos é sempre e invariavelmente a mesma: a escassez ou rivalidade de meios físicos. Dois atores não podem ao mesmo tempo usar os mesmos meios físicos – os mesmos corpos, espaços e objetos – para fins alternativos. Se eles tentarem fazer isso, eles devem entrar em conflito. Portanto, para evitar conflitos ou resolvê-los, caso ocorram, é necessário um princípio e critério de justiça ou lei que possibilitem o agir, ou seja, um princípio que regule o uso e controle (propriedade) justo, legal ou “apropriado” versus o injusto, ilegal ou “inapropriado” de meios físicos escassos.
Mical destaca vitória conservadora nas eleições de 2024

SÃO LUÍS, 30 de outubro de 2024 – A deputada Mical Damasceno (sem revisão) utilizou a tribuna nesta quarta (30) para destacar o avanço do conservadorismo nas eleições municipais de 2024, ressaltando o predomínio de políticos de direita nas Câmaras Municipais de 3.394 cidades brasileiras. Segundo Damasceno, 80% das cadeiras são ocupadas por representantes da direita, enquanto a esquerda é hegemônica em apenas 382 municípios, o que representa uma população de sete milhões, frente a 83 milhões sob a influência da direita.
Eleições mostram crescimento da direita entre os mais pobres

BRASIL, 16 de outubro de 2024 – As eleições de 2024 ainda não chegaram ao fim, mas os resultados do primeiro turno já revelam um dado significativo: a direita continua em processo de crescimento, especialmente nas periferias e entre os mais pobres. O avanço, que também se solidifica entre a classe média, é fruto de uma mudança no cenário eleitoral, com impactos de larga escala nas grandes cidades. Em São Paulo, por exemplo, os votos do último dia 6 de outubro apontaram uma divisão clara. Ricardo Nunes e Pablo Marçal lideraram em zonas eleitorais de classe média e nas periferias da capital, enquanto Guilherme Boulos foi o preferido no centro, onde se encontram bairros mais nobres e elitizados, como Jardins, Perdizes, Higienópolis, Bela Vista e Morumbi. Embora Boulos também tenha recebido apoio em áreas humildes, esses votos são bem menores quando comparados aos de seus adversários.