Direita cresce e controla mais de 47% das prefeituras

BRASIL, 08 de outubro de 2024 – Os partidos de direita ampliaram o controle sobre prefeituras no Brasil após o primeiro turno das eleições municipais de 2024, realizado no domingo (6). Com 2.626 prefeituras conquistadas, esses partidos agora controlam 47,18% dos Executivos municipais, o maior percentual desde 2000, de acordo com os dados da apuração. Enquanto a direita cresceu, os partidos de esquerda sofreram queda, passando de 852 prefeituras conquistadas em 2020 para 742 em 2024, o equivalente a 13% do total. Ainda há 52 municípios em disputa no segundo turno. Os partidos de centro perderam 40 prefeituras, passando de 2.143 em 2020 para 2.103 neste ano.
Pesquisa aponta que maioria da população não está polarizada

BRASIL, 30 de setembro de 2024 – A maioria dos brasileiros aptos a votar não se considera alinhada com posições políticas de direita, esquerda ou centro, conforme aponta uma pesquisa do DataSenado realizada em 2024. Dos mais de 21 mil entrevistados, 40% não se identificaram com nenhuma dessas categorias, enquanto 29% disseram estar mais à direita, 15% à esquerda e 11% ao centro. O restante preferiu não responder ou afirmou não saber. Realizada entre 5 e 28 de junho de 2024, a pesquisa entrevistou 21.808 pessoas de 26 estados e do Distrito Federal, com margem de confiança de 95%. O levantamento faz parte do Panorama Político, estudo que o DataSenado realiza desde 2008. A pesquisa capturou percepções de eleitores de diversas faixas etárias, rendas e gêneros. Entre as mulheres, 46% não se identificaram com nenhuma ideologia política, enquanto 24% se disseram à direita e 14% à esquerda. Apenas 9% se classificaram como de centro.
Pesquisa: Brasileiros de direita quase dobram os de esquerda

BRASIL, 26 de setembro de 2024 – Uma nova pesquisa realizada pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, mapeou o perfil político dos eleitores brasileiros. O levantamento, que ouviu 21.808 brasileiros de todas as regiões entre os dias 5 e 28 de junho, aponta que, no cenário nacional, 29% dos eleitores se identificam como direitistas.
Esquerda maranhense silencia sobre eleição na Venezuela

MARANHÃO, 30 de julho de 2024 – A recente eleição na Venezuela, ocorrida no último domingo (28), provocou reações intensas entre políticos de direita no Maranhão, que utilizaram o evento para criticar a esquerda e seus apoiadores. O deputado estadual e pré-candidato à prefeitura de São Luís, Yglésio Moyses (PRTB), publicou um vídeo nas redes sociais lembrando os venezuelanos que vivem na capital maranhense, muitos em condições precárias. Ele criticou a situação no país vizinho, associando-a à “ditadura sanguinária” apoiada, segundo ele, pelo presidente Lula e pela esquerda brasileira. A deputada estadual Mical Damasceno (PSD), conhecida por seus discursos com tom religioso, compartilhou um vídeo da opositora venezuelana Maria Corina Machado recebendo uma oração de uma pastora. Já o deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos) se pronunciou de forma mais moderada, enfatizando a necessidade de eleições “verdadeiramente livres e justas” para o povo venezuelano. Lahesio Bonfim, embaixador do partido Novo, também se manifestou, compartilhando imagens de manifestações na Venezuela e expressando tristeza pelo sofrimento dos venezuelanos.
Quase metade dos motoristas de app se declaram de direita

BRASIL, 11 de março de 2023 – O Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa na última semana que aponta a inclinação política da grande parcela de entregadores e motoristas de aplicativo para a direita do espectro político, com uma adesão significativa ao bolsonarismo. Os dados revelam que 40% desses profissionais se autodefinem como “de direita”, sendo que 30% desse total se colocam na categoria de “extrema direita”. Em contrapartida, apenas 18% se identificam como “de esquerda“, enquanto 41% se posicionam como “de centro”, flertando tanto com a direita quanto com a esquerda.
Esquerda é derrotada nas eleições em Portugal

PORTUGAL, 11 de março de 2023 – O Partido Socialista de Portugal foi derrotado nas eleições parlamentares realizadas no último domingo (10). A expectativa de manutenção do poder, após oito anos no comando do país, foi abalada pela ascensão da direita, notadamente representada pelo partido Chega. A derrota da esquerda foi sentida em todos os distritos, inclusive em redutos que eram considerados tradicionalmente sólidos para o Partido Socialista. A mudança política foi marcada por uma perda de mais de 40 representantes no legislativo por parte da esquerda, enquanto a bancada da direita mais que quadruplicou, revelando uma virada significativa nas dinâmicas partidárias. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve participação ativa na campanha do partido Chega, gravando um vídeo de apoio e convocando brasileiros com dupla nacionalidade a votarem na sigla. A influência de Bolsonaro contribuiu para a mobilização de eleitores e para o fortalecimento da direita. Luís Montenegro, líder da Aliança Democrática de centro-direita de Portugal, reivindicou a vitória da coalizão, ressaltando que “parece incontornável que a AD ganhou e o PS perdeu”.
Direita deve sacudir eleições nos EUA e outros países em 2024

MARANHÃO, 22 de janeiro de 2024 – O ano de 2023 marcou duas grandes vitórias para a direita conservadora-libertária na América do Sul: Santiago Peña, no Paraguai, e Javier Milei, na Argentina. Os dois alcançaram a presidência de seus respectivos países com votações expressivas. Peña, com 15% de diferença para o esquerdista Efraín Alegre, enquanto Milei cravou 11% de diferença para o esquerdista Sergio Massa. Neste ano, o mundo terá mais de 50 eleições ao redor do mundo. O calendário, que teve início com a eleição legislativa em Bangladesh em 7 de janeiro, já registrou outros pleitos em nações como Butão, Taiwan e Comores nas primeiras semanas deste mês. A próxima nação a entrar nas urnas será Tuvalu, em 26 de janeiro, e as demais datas se estenderão até dezembro. Entre os pleitos previstos, 46 definirão os chefes do Executivo, sendo 30 para presidente e 16 para primeiro-ministro. Além disso, algumas eleições são voltadas para cargos de presidente com funções cerimoniais. Na extensa lista, o Brasil é o único país com eleições exclusivamente municipais em 2024. Depois da onda direitista no Paraguai e na Argentina, o ‘efeito cascata’ deve acontecer também em outras nações, como Estados Unidos, El Salvador e países da Europa. Messes dois primeiros, Donald Trump e Nayib Bukele, respectivamente, são os grandes nomes dos pleitos. Em paralelo, de 6 a 9 de junho, ocorrerá o maior pleito transfronteiriço do mundo, com as eleições do plenário do Parlamento Europeu. Ao todo, mais de 400 milhões de eleitores devem ir às urnas. No eixo europeu, a direita tem sido apontada como a principal força política em mais de um terço dos países do bloco. Por lá, analisas têm dito que a votação pode se materializar, na prática, em um referendo em favor ou contra a União Europeia.
Brasileiros de direita são o dobro dos que dizem ser de esquerda

O levantamento “A Cara da Democracia”, conduzido pelo Instituto da Democracia em agosto, aponta que 22% dos brasileiros se consideram alinhados à direita do espectro político, enquanto apenas 11% se identificam com a esquerda. Em 2019, no primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro (PL), cerca de 11% dos entrevistados se consideravam de direita. O número daqueles que manifestavam alinhamento à esquerda era de 6%. Além disso, a sondagem mostra que 79% dos entrevistados são contra a legalização do aborto e 70% são contrários à descriminalização das drogas. O estudo envolveu 2,5 mil eleitores, todos entrevistados presencialmente em 167 cidades de todo o Brasil, durante os dias 22 a 29 de agosto.