TJMA escolhe banco investigado pela PF por fraude bilionária

MARANHÃO, 15 de dezembro de 2025 – O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) iniciou, em setembro de 2025, a transição dos depósitos judiciais para o Banco de Brasília, que passou a atuar como instituição financeira oficial das transações judiciais do Poder Judiciário maranhense. A mudança ocorreu após a assinatura do contrato nº 85/2025, em 20 de agosto, que estabeleceu regime de exclusividade para a administração de depósitos judiciais, administrativos, fianças, precatórios e requisições de pequeno valor. Dessa forma, o Banco de Brasília substituiu o Banco do Brasil na função. Na prática, o contrato atribuiu ao Banco de Brasília a captação e a gestão de recursos vinculados a processos judiciais no âmbito do Judiciário do Maranhão. O acordo também prevê a administração de valores relacionados a precatórios e RPVs, conforme descrito nos termos contratuais firmados entre o TJMA e a instituição financeira.Assim, a transição passou a vigorar oficialmente no segundo semestre de 2025. INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL Segundo informações do site Direito e Ordem, paralelamente à celebração do contrato, a Polícia Federal passou a investigar operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master. As apurações identificaram indícios de fraude relacionados à compra de quase R$ 13 bilhões em créditos considerados falsos, criados pelo Banco Master. Segundo informações do próprio banco investigado, mais de R$ 10 bilhões desses valores teriam sido substituídos ou liquidados, o que levantou dúvidas sobre a solidez financeira da operação. As investigações apontam que o conjunto de transações suspeitas pode ter provocado um prejuízo estimado em mais de R$ 12 bilhões. A descoberta das operações levou ao afastamento do presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique da Costa, por decisão do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A medida ocorreu após o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Toffoli limita acesso da CPI a sigilos de sócio do Banco Master

BRASÍLIA, 13 de dezembro de 2025 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu nesta sexta (12) o acesso de uma CPMI aos documentos com as quebras de sigilo do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão atende a um pedido da defesa do sócio do Banco Master e determina a remoção dos papéis da comissão que investiga o INSS. Os documentos deverão ser enviados e guardados na presidência do Senado Federal, aguardando uma decisão final do STF sobre o caso. A CPMI em questão investiga operações de crédito do Banco Master direcionadas a aposentados e pensionistas, além de aportes de fundos de previdência de servidores públicos na instituição. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. Por outro lado, Toffoli também negou outro pedido da defesa de Vorcaro, mantendo a legalidade das decisões judiciais e parlamentares que autorizaram as quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico originalmente.
Simulacro de explosivo é desativado pela Polícia Militar

MARANHÃO, 02 de dezembro de 2025 – A Polícia Militar desativou um simulacro de explosivo preso ao corpo de um gerente bancário após uma tentativa de assalto à agência do Bradesco, na tarde desta segunda (1º), em Porto Franco. A corporação atuou após um colega perceber sinais de coerção e acionar a polícia, que iniciou o monitoramento e mobilizou o esquadrão antibomba. Os policiais informaram que criminosos utilizaram fitas adesivas para fixar o simulacro e conectaram aparelhos eletrônicos ao material para simular um dispositivo explosivo. A perícia avaliou o artefato e constatou que ele não oferecia risco real, apesar das ameaças feitas ao gerente. A equipe especializada explicou que os assaltantes montaram o simulacro com componentes que imitavam um explosivo, o que motivou o isolamento da área e a atuação cuidadosa dos policiais. Além disso, os agentes seguiram protocolos para garantir a segurança de todos.
Justiça Federal determina soltura de dono do Banco Master

SÃO PAULO, 28 de novembro de 2025 – A Justiça Federal determinou, na noite de 28 de novembro, a soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após onze dias de prisão em São Paulo. A decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, ocorreu durante a Operação Compliance Zero, que investiga emissão de títulos falsos e crimes financeiros. O executivo deixou o sistema prisional com obrigação de usar tornozeleira e entregar o passaporte, além de evitar contato com outros investigados. Além disso, a magistrada estendeu a decisão a quatro executivos do Banco Master, que também estavam presos desde a deflagração da operação. Entre eles estão Alberto Felix de Oliveira Neto, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, Augusto Ferreira Lima e Luiz Antônio Bull. A desembargadora afirmou que medidas cautelares robustas são suficientes para garantir a ordem econômica e evitar riscos de fuga. SOLTURA APÓS NEGATIVAS ANTERIORES A libertação de Vorcaro ocorreu após recusas anteriores da mesma magistrada, que havia apontado risco concreto para manter a prisão. No dia 24, o empresário havia sido transferido da sede da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos. Os advogados afirmaram que a mudança oferecia risco à integridade física do banqueiro. A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando Vorcaro tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. Ele declarou que viajaria para tratar da possível venda do Banco Master ao Grupo Fictor. A viagem, segundo a defesa, estava relacionada a negociações comerciais para a instituição financeira.
Banco Master recebeu previdência de Estados e municípios

MARANHÃO, 21 de novembro de 2025 – Institutos de previdência de Estados e municípios aplicaram R$ 1,87 bilhão em títulos do Banco Master, agora em liquidação judicial pelo Banco Central. A concentração em um único emissor, que chegou a 19,9% do patrimônio em Itaguaí (RJ), foi permitida por uma brecha regulatória. Com a decisão do BC devido à falta de liquidez e violações graves, eventuais perdas deverão ser cobertas pelos entes federativos. O Rioprevidência, fundo do estado do Rio, aplicou o maior valor absoluto: R$ 970 milhões, equivalentes a 10,53% do seu patrimônio. Além disso, outros municípios registraram exposição financeira significativa, como São Roque (17,9%), Fátima do Sul (15,8%), Cajamar (13,8%) e Maceió (7,98%). O estado do Amapá aplicou R$ 400 milhões, ou 4,8% de seus recursos previdenciários.
Polícia Federal prende seis por roubo a banco no Maranhão

CAXIAS, 18 de novembro de 2025 – A Polícia Federal deflagrou a Operação Stamp nesta terça (18) para cumprir seis mandados de prisão temporária e onze de busca e apreensão. A operação da Polícia Federal visa desarticular um grupo criminoso investigado pelo roubo de aproximadamente R$ 1,6 milhão de uma agência da Caixa Econômica Federal em Vitorino Freire, no Maranhão, ocorrido em março de 2025. Os mandados são executados nos estados do Maranhão, Piauí e São Paulo. Segundo as investigações, seis criminosos fortemente armados com fuzis e encapuzados invadiram a agência bancária. Eles fizeram seis reféns, formando um escudo humano em frente ao estabelecimento. Posteriormente, os assaltantes explodiram o cofre e os caixas eletrônicos do local.
Banco Master sofre maior intervenção bancária da história

BRASIL, 18 de novembro de 2025 – O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S.A. e colocou o Banco Master Múltiplo sob intervenção especial temporária nesta terça. Esta se tornou a maior intervenção bancária da história do Brasil, com o conglomerado possuindo R$ 86,3 bilhões em ativos totais. A medida supera em magnitude casos históricos como Banco Nacional, Econômico e Bamerindus, dos anos 1990. Os depósitos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos somam R$ 62,2 bilhões, valor inédito para o mecanismo. O FGC cobre até R$ 250 mil por cliente e, em seus 30 anos de existência, jamais enfrentou um risco dessa magnitude. Enquanto o Master S.A. encerra suas operações, o Master Múltiplo continua funcionando sob controle direto da autoridade monetária. Dessa forma, o BC busca estabilizar o sistema financeiro nacional.
Crimes contra bancos caem ao menor índice no MA em 10 anos

MARANHÃO, 24 de setembro de 2025 – O Maranhão registrou, no primeiro semestre de 2025, a menor taxa de crimes contra instituições financeiras em uma década. Foram quatro ocorrências, divididas entre dois roubos e dois furtos, contra 82 casos no mesmo período de 2015. O resultado também representa um recuo de aproximadamente 70% em relação a 2024, quando foram contabilizados 13 crimes.