
BRASÍLIA, 25 de maio de 2026 — Os investimentos vinculados ao Banco Master migraram majoritariamente para instituições financeiras de grande porte. O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, confirmou o movimento nesta segunda (25).
O deslocamento de capital ocorreu logo depois da decretação da liquidação extrajudicial das empresas que compunham o grupo econômico.
A saída do Master do mercado levantou questionamentos no setor privado sobre a solidez dos bancos médios. Analistas também manifestaram dúvidas sobre a capacidade do sistema bancário nacional em absorver choques severos. Aquino minimizou os temores e assegurou que a extinção do grupo “não gerou efeito no sistema financeiro”.
O diretor explicou que o conglomerado representava apenas 0,1% dos R$ 17 trilhões em ativos totais do Sistema Financeiro Nacional. Os dados constam no Relatório de Estabilidade Financeira.
Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) desembolsou R$ 37,7 bilhões para ressarcir correntistas e investidores do Master, do Master BI e do Letsbank. O montante equivale a 93,3% do valor total sob cobertura da garantia legal. O monitoramento do Banco Central revela a destinação desse dinheiro.
Os clientes realocaram cerca de 55% dos recursos recuperados em títulos emitidos por outras instituições financeiras do país.
O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, destacou que o mercado mantém um nível elevado de confiança na estabilidade nacional. A sondagem trimestral captou apenas uma “pequena oscilação na margem” nos índices de credibilidade.
O economista enfatizou que nenhum participante da pesquisa oficial indicou “pouca” ou “nenhuma” confiança nos bancos brasileiros.







