DUELO VERMELHO

Tabata Amaral e Guilherme Boulos trocam farpas por projetos

Andre Reis
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Tabata Boulos
Tabata Amaral diz que aprovou mais leis que cinco colegas juntos. Guilherme Boulos rebate e chama comparação de lamentável. Discussão ocorreu nesta segunda (6).

BRASÍLIA, 07 de julho de 2026  A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) discutiram nesta segunda (6). O motivo foi o desempenho legislativo de Boulos na Câmara.

Tabata publicou um vídeo nas redes sociais. Ela comparou sua produção com a de cinco deputados federais mais votados em 2022. Ela contabilizou apenas projetos que viraram lei. Além disso, ela considerou apenas propostas em que eles foram autores ou relatores.

Segundo Tabata, ela aprovou mais projetos do que Boulos, Nikolas Ferreira (PL-MG), Ricardo Salles (Novo-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) juntos.

No levantamento, Boulos teve cinco leis em um mandato. Nikolas aprovou três. Carla aprovou cinco em dois mandatos. Eduardo aprovou cinco em três mandatos. Ricardo Salles não teve nenhum projeto aprovado.

Por isso, Tabata afirmou que esses parlamentares entregaram pouco. Ela disse que milhões de brasileiros deram voto de confiança e recebem migalhas em troca.

“Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que estão recebendo migalhas em retorno”, afirmou.

Boulos respondeu nas redes sociais. Ele classificou a comparação como “lamentável”. O ministro criticou ser colocado ao lado de políticos da direita. Então, ele afirmou que número de projetos não resume o trabalho de um deputado.

Boulos destacou a Lei das Cozinhas Solidárias como exemplo. Ele disse que a lei ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Portanto, ele afirmou ter orgulho das propostas que viraram lei.

Na sequência, Boulos alfinetou Tabata. Ele citou o voto dela a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro. Além disso, ele mencionou uma lei de autoria dela. A proposta equipara manifestações antissemitas ao crime de racismo. Isso inclui críticas a Israel quando são ataques à coletividade judaica.

“Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome […] Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza”, declarou.

Boulos disse que teria vergonha dessas posições. Por fim, ele reafirmou que continuará defendendo projetos contra a fome e as desigualdades sociais.

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