PAES ATROPELADO

STF nega pedido de Paes e pode eleger Ruas no 1º turno no RJ

Fonte: G1
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STF RJ
STF afirmou que ainda não havia recurso extraordinário apresentado nem análise de admissibilidade pelo TSE. Retotalização dos votos está marcada para sábado.

RIO DE JANEIRO, 09 de outubro de 2026 — O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta (8) o pedido da coligação de Eduardo Paes (PSD) para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para governador do Rio de Janeiro.

A coligação queria garantir a realização do segundo turno entre Paes e Douglas Ruas (PL).

Na decisão, Zanin afirmou que o pedido foi apresentado antes de a coligação protocolar o recurso extraordinário ao qual pretendia dar efeito suspensivo. O ministro também apontou que o acórdão do TSE ainda não havia sido anexado ao processo, o que impedia a análise da possibilidade de sucesso do recurso.

Com a decisão, permanece em vigor a determinação do TSE para que os 274.411 votos recebidos por Garotinho sejam excluídos do cálculo dos votos válidos. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para sábado (10), às 15h, a retotalização dos votos, procedimento que pode confirmar a vitória de Ruas no primeiro turno.

PAES RECONHECE DERROTA

Pouco depois da decisão, Eduardo Paes publicou uma nota em suas redes sociais e afirmou que respeita a decisão judicial que impede a realização do segundo turno na eleição para governador do Rio. Paes desistiu de contestar o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro e reconheceu que não haverá segundo turno.

Contudo ele também disse que a medida contraria a vontade soberana dos eleitores. O ex-prefeito também agradeceu aos mais de 3,7 milhões de fluminenses que votaram nele e afirmou que seu grupo político seguirá vigilante e cobrando os resultados do governo estadual.

“Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”.

“O estado do Rio de Janeiro vive uma das maiores crises de sua história, especialmente na segurança pública. A eleição termina, mas o meu amor pelo RJ e meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos”, escreveu Paes.

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