RECORDE FEMININO

Senado Federal terá a maior bancada feminina na história

Andre Reis
Compartilhe
Senado Federal
As eleições de 2026 formaram a maior bancada feminina na história do Senado Federal. Para a próxima legislatura, serão 17 mulheres senadoras.

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — As eleições de 2026 formaram a maior bancada feminina na história do Senado Federal. Para a próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2027, serão 17 mulheres senadoras.

A conta não inclui a senadora Jussara Lima (PSD-PI), que exerce o cargo atualmente, mas é suplente do ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT-PI), que pode voltar ao mandato na próxima legislatura.

Os dados foram apurados e divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite deste domingo (4), após as eleições federais em todo o país.

Além de formar a maior bancada feminina, a população brasileira ainda elegeu a maior quantidade de senadoras em um único pleito – foram 12, ao todo. Em 2018 o Senado iniciou a legislatura com 11 mulheres eleitas – este número caiu para 10 em 2022.

PL E PT

Apesar de o Partido Liberal (PL) ter eleito uma maioria esmagadora de novos senadores, o partido foi responsável por apenas três das novas vagas ocupadas com as candidatas: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro pelo Distrito Federal e Carol de Toni por Santa Catarina.

O Partido dos Trabalhadores (PT), também aparece com três parlamentares, tendo eleito duas novas neste domingo: Marília Campos (PT-MG) e Samanda de Lula (PT-RN). Ainda integra a bancada do partido a senadora Teresa Leitão (PT-PE), atualmente é a líder do governo no Senado Federal.

Atualmente, estão no Senado Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS) e Professora Dorinha (União-TO) – que pode deixar o cargo caso vença a eleição para o governo de Tocantins no segundo turno. Sua suplente, se isso acontecer, é a Professora Lu (União-TO). A elas se juntam a recém-eleita senadora pelo Ceará, Luizianne (Rede).

Já dentre as eleitas neste domingo, sete das mulheres têm alguma conexão familiar na política brasileira. Além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, também foram eleitas:

  • Rayssa Furlan (Podemos-AP), esposa do governador eleito do Amapá Dr. Furlan (PSD);
  • Gracinha Caiado (União-GO), esposa do candidato derrotado à Presidência Ronaldo Caiado (PSD);
  • Teresa Surita (MDB-RR), ex-prefeita de Boa Vista, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-senador Romero Jucá;
  • Marília Arraes (PDT-PE), neta do ex-governador Miguel Arraes e prima do ex-governador Eduardo Campos;
  • Mara Rocha (Republicanos-AC), irmã do ex-deputado federal e ex-vice-governador do Acre, Major Rocha; e
  • Marina JHC (PSDB-AL), esposa do governador eleito de Alagoas, JHC (PSDB);

DERROTAS

Por outro lado, nenhuma das seis senadoras que disputaram as eleições neste domingo conseguiu se reeleger. Dentre elas, apenas Leila Barros (PDT-DF) e Zenaide Maia (PSD-RN) perderam para outras mulheres. Soraya ThroNicke (PSB-MS), Daniella Ribeiro (PP-PB) e Eliziane Gama (PT-MA) foram derrotadas por candidatos.

Já a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) foi candidata a deputada estadual, mas não foi eleita.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x