ESCÂNDALO MASTER

PF deflagra operação contra publicitário ligado a Vorcaro

Andre Reis
Compartilhe
PF Vorcaro
Operação da PF apura suposta coerção de profissionais e campanha contra o Banco Central; publicitário intermediou R$ 62 milhões em filme sobre Bolsonaro.

BRASÍLIA, 09 de julho de 2026  A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero. O alvo é uma suposta organização criminosa. Ela teria intimidado jornalistas e atuado para descredibilizar o Banco Central.

O principal investigado é o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência MiThi. Ele intermediou um investimento de R$ 62 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no filme “Dark Horse”. A produção conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação cumpre dois mandados de busca e apreensão em Brasília. A autorização partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, há indícios de que Miranda agiu em coautoria com Vorcaro e outros integrantes de uma organização criminosa.

O objetivo do grupo, conforme a PF, era proteger a cúpula da suposta organização. Além disso, queria manipular a opinião pública. Também usava dados sigilosos para coagir e intimidar jornalistas, concorrentes e pessoas próximas ao presidente do Banco Central.

A investigação aponta que recursos do esquema envolvendo o Banco Master financiaram uma campanha de desinformação. A PF afirma que o grupo contratava influenciadores e jornalistas com compromisso de confidencialidade. Em troca, eles deveriam questionar decisões de instituições públicas para desacreditá-las.

Quando as propostas financeiras eram recusadas, o grupo usava informações privilegiadas para intimidar as pessoas. Essa estratégia fazia parte do chamado “Projeto DV”. Thiago Miranda confirmou, em depoimento, que criou o projeto dentro de sua agência. Ele era um plano de reestruturação de imagem e gerenciamento de crise para Vorcaro.

A decisão judicial cita mensagens que mostravam monitoramento contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O grupo levantava dados pessoais, profissionais e patrimoniais dela. O objetivo era encontrar informações para constrangê-la ou descredibilizá-la publicamente.

O ministro autorizou a apreensão de computadores, celulares, documentos e dinheiro acima de R$ 20 mil. Os crimes apurados incluem organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro e violação de dados.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x