
BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — O presidente Lula (PT) teria aconselhado o banqueiro Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto em dezembro de 2024. Os detalhes foram revelados pelo Uol no fim de semana.
Segundo a publicação, Vorcaro relatou a Lula que o BTG teria interesse em adquirir o Banco Master. O valor oferecido seria simbólico: R$ 1. Diante disso, o presidente teria sugerido que o empresário permanecesse no mercado. Lula teria recomendado que Vorcaro aguardasse mudanças no comando do Banco Central.
De acordo com a reportagem, Lula mencionou que a autoridade monetária passaria a ter nova direção. A mudança ocorreria após o fim da gestão de Roberto Campos Neto. Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente para assumir o BC, também participou do encontro.
A reunião contou com a presença de vários nomes. Estavam lá os ministros Rui Costa e Alexandre Silveira. O ex-ministro Guido Mantega também participou. Além disso, compareceu Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master.
Vorcaro perguntou ao presidente se deveria vender ou seguir no mercado. Ele disse: “O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão.” O banqueiro afirmou ainda: “Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente.”
Lula ouviu e respondeu com alguns palavrões. As ofensivas se referiram a Roberto Campos Neto. O mandato do então presidente do BC terminaria dias depois. Houve críticas também direcionadas a André Esteves, chairman e controlador do BTG Pactual.
O principal conselho de Lula a Vorcaro foi claro. Ele recomendou que o banqueiro seguisse com o Banco Master. Dessa forma, Vorcaro não deveria aceitar a proposta de Esteves. Gabriel Galípolo estava presente na reunião. Ele assumiu o comando do Banco Central em janeiro de 2025.
CONTEXTO INVESTIGADO
A publicação afirma que o episódio integra um contexto investigado. Trata-se da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A apuração investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Documentos apreendidos indicariam que a instituição buscava alternativas de venda. Essas negociações ocorreram antes das conversas com o BRB.
O caso ganhou repercussão após a obtenção de mensagens. As investigações apontaram que Vorcaro considerou positiva a reunião no Planalto. Até o momento, não houve manifestação oficial do Palácio do Planalto. O governo não se pronunciou sobre o conteúdo divulgado pela reportagem.







