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Prefeito é investigado por suposto nepotismo em Fortuna

Andre Reis
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Fortuna nepotismo
Inquérito Civil investiga nomeações de familiares do prefeito Sebastião Pereira da Costa Neto para cargos estratégicos na administração municipal de Fortuna.

FORTUNA, 23 de maio de 2026  O Ministério Público do Maranhão instaurou Inquérito Civil para investigar suposto esquema de nepotismo na Prefeitura de Fortuna. A apuração envolve familiares do prefeito Sebastião Pereira da Costa Neto nomeados para cargos estratégicos na administração municipal.

O procedimento foi conduzido após denúncias sobre possíveis irregularidades em nomeações para funções de confiança e publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, edição nº 094/2026, disponibilizada em 15 de maio de 2026 e publicada oficialmente em 18 de maio de 2026.

A investigação foi convertida em Inquérito Civil após o encerramento do prazo da Notícia de Fato nº 000494-509/2026. A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva.

Segundo o Ministério Público, a apuração começou após a nomeação de Lynarck Dassaev Rodrigues Soares para o cargo de Chefe de Controle Interno.

Durante as diligências, uma nova denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público ampliou o alcance da investigação. Conforme o documento, o prefeito teria nomeado parentes para cargos de alto escalão na estrutura administrativa do município.

Entre os citados estão Roberta Regina Rodrigues Soares, apontada como esposa do prefeito e atual secretária de Administração e Finanças, além de Olga Regina Rodrigues de Albuquerque Soares, nomeada secretária municipal de Tributos.

ambém aparecem Lynarck Dassaev Rodrigues Soares, Silas Borges Sousa Soares e Tonne Rodrigues de Oliveira Soares.

O Ministério Público informou que a prática de nepotismo pode violar princípios constitucionais da administração pública. Além disso, o órgão citou a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes para cargos de confiança e funções gratificadas.

Como parte das diligências, o Ministério Público determinou levantamento completo dos vínculos funcionais dos investigados. O órgão solicitou informações como matrícula, salários, portarias de nomeação, fichas funcionais e demonstrações de pagamento.

A Prefeitura de Fortuna tem prazo de 15 dias úteis para informar o grau de parentesco entre os investigados e o prefeito. Além disso, deverá encaminhar currículos, diplomas e documentos que comprovem eventual qualificação técnica dos nomeados.

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