VISITAS SECRETAS

Polícia Federal impõe sigilo sobre visitas de Daniel Vorcaro

Andre Reis
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Polícia Vorcaro
Polícia Federal (PF) negou divulgação da lista de visitantes do ex-dono do Banco Master em presídios federais por conter dados pessoais sensíveis.

BRASÍLIA, 26 de maio de 2026  A Polícia Federal (PF) impôs sigilo sobre a lista de visitantes do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em unidades prisionais federais. Segundo a corporação, os registros contêm informações pessoais sensíveis de visitantes e detentos, o que impede a divulgação pública dos dados.

Em manifestação oficial, a PF afirmou que o tratamento dessas informações deve observar a proteção à intimidade, à vida privada, à honra, à imagem e às garantias individuais.

Além do período em prisão domiciliar, Vorcaro passou pelo Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, pela Penitenciária II de Potim, pela Penitenciária Federal de Brasília e pela carceragem da PF na capital federal.

MUDANÇA DE CUSTÓDIA

Na sexta (22), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o retorno de Vorcaro para a Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão atendeu a pedido apresentado pela defesa do ex-banqueiro.

Os advogados alegaram que a cela ocupada por Vorcaro desde 18 de maio apresentava condições degradantes. Segundo a defesa, o espaço não possuía banheiro separado, chuveiro nem estrutura mínima de higiene. Os defensores também afirmaram que o vaso sanitário ficava no chão da cela.

Preso desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro manifestou interesse em firmar acordo de delação premiada. No entanto, a Polícia Federal rejeitou formalmente a proposta na quarta (20) por considerar que as informações apresentadas tinham poucos elementos inéditos.

NEGATIVA DA PF

Segundo investigadores, a proposta também deixou de abordar fatos já identificados em mensagens e arquivos apreendidos durante as investigações. A PF avaliou ainda que Vorcaro não demonstrou a boa-fé necessária para acordos de colaboração premiada.

Após a negativa, a defesa informou que pretende buscar um acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida, entretanto, ainda dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal.

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