
BRASÍLIA, 16 de julho de 2026 — A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai decidir se denuncia o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e outros 47 investigados. A Polícia Federal concluiu o inquérito na terça (14) e enviou o relatório ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
O esquema teria desviado cerca de R$ 6 bilhões de 2019 a 2024. Os descontos eram aplicados em aposentadorias e pensões sem a autorização dos segurados.
A PF indiciou Stefanutto pelos crimes investigados. Além dele, foram indiciados o ex-procurador-geral do instituto, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas no primeiro inquérito da Operação Sem Desconto.
Agora, a PGR tem três opções: oferecer denúncia à Justiça, pedir novas investigações ou arquivar o caso. Se a denúncia for apresentada, o Supremo Tribunal Federal vai analisar se os investigados viram réus. O ministro André Mendonça é o relator do processo porque parte dos investigados tem foro privilegiado.
A Operação Sem Desconto investiga a cobrança de mensalidades associativas diretamente dos benefícios do INSS. Os aposentados e pensionistas não autorizavam esses descontos.
O caso também levou à prisão de Stefanutto e de outros suspeitos. Além disso, o escândalo provocou a saída do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), do governo federal.







