
BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A Polícia Federal (PF) levou mais de sete meses para entregar ao ministro André Mendonça, do STF, dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A demora ocorreu em investigações ligadas aos casos do INSS e do Banco Master.
Mendonça havia determinado, em dezembro, a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. Diante da demora e de outros atritos, como a troca da coordenação da investigação do INSS, o ministro mandou a PF enviar ao gabinete a íntegra dos dados obtidos.
A PF considerou a ordem uma interferência na autonomia da investigação e procurou a Advocacia-Geral da União para avaliar um recurso ao STF. A medida, porém, não avançou. Além disso, integrantes do governo, entre eles Jorge Messias, atuaram para reduzir o conflito entre Mendonça e a corporação.
Em outra frente, a PF investiga possíveis relações de Lulinha com Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Uma das apurações envolve suspeita de tráfico de influência em um projeto de medicamentos à base de cannabis apresentado ao Ministério da Saúde.
A investigação também analisa mensagens e relações financeiras entre pessoas citadas no caso. Lulinha é alvo de três inquéritos, enquanto sua defesa nega irregularidades e questiona vazamentos de informações sigilosas.







