LIVES AMEAÇADAS

Dino quer acabar com transmissões dos julgamentos do STF

Andre Reis
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DINO STF
Dino afirmou que mantém posição antiga contra sessões ao vivo; TV Justiça transmite julgamentos do Supremo desde 2002 e tema já dividiu ministros da Corte.

BRASÍLIA, 17 de setembro de 2026 — Flávio Dino afirmou em 15 de setembro, durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que não concorda com a transmissão ao vivo dos julgamentos. O ministro disse que essa é uma posição antiga. A declaração retomou um debate que acompanha a Corte há anos.

A TV Justiça começou a funcionar em agosto de 2002, durante a presidência de Marco Aurélio Mello no STF. A primeira sessão plenária ao vivo foi transmitida em 14 de agosto daquele ano. Marco Aurélio defendia a exposição das atividades do Judiciário como forma de ampliar a transparência.

Em 2008, ministros já divergiam sobre as câmeras no plenário. Ellen Gracie, Carlos Velloso e Eros Grau manifestaram críticas ao modelo. Joaquim Barbosa apontava riscos de pressão sobre juízes. Por outro lado, Celso de Mello defendia as transmissões como forma de publicidade dos atos do Estado.

O tema também chegou ao Congresso. Em 2013, o então deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou projeto para impedir transmissões ao vivo das sessões. A proposta alegava riscos de sensacionalismo e danos à reputação de envolvidos.

O texto tramitou por comissões e foi arquivado em 2019.

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