
BRASÍLIA, 20 de agosto de 2026 — A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que os processos contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) sejam enviados à primeira instância. O filho do presidente Lula é investigado por suspeita de tráfico de influência.
O caso envolve a lobista Roberta Luchsinger e a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo.
A PGR entende que, nos inquéritos sobre a Dataprev e a oferta do medicamento, não há sinais de participação de pessoas com foro privilegiado. Por isso, sugeriu a transferência dos casos para a Justiça comum.
O órgão também destacou que essas apurações não têm ligação com a operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Esse outro processo fica no STF porque envolve parlamentares.
Lulinha é suspeito de facilitar o acesso de Roberta Luchsinger ao governo federal. A lobista já atuou com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso sob suspeita de desviar recursos do instituto.
Segundo as investigações, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Careca, em cinco pagamentos de R$ 300 mil cada. O dinheiro seria para intermediar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde e incluir o produto no SUS.
Além disso, Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu de Roberta um rascunho de contrato para comercializar o medicamento com a pasta.







