MARAJÁS

PF investiga esquema milionário que usava indígenas no INSS

Andre Reis
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PF indígena
PF investiga esquema que usava documentos falsos para dar aposentadoria e salário-maternidade a não indígenas; dois servidores foram afastados.

BAHIA, 09 de julho de 2026  A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União deflagraram a 2ª fase da Operação Monã nesta quinta (9). A investigação apura um esquema de fraudes no sul da Bahia.

O grupo criminoso usava documentos falsos para conseguir benefícios do INSS. O alvo eram os segurados especiais indígenas. Porém, os investigadores suspeitam que não índios também se beneficiaram do esquema.

Os criminosos obtinham aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros pagamentos. O prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 100 milhões. Além disso, o grupo também é suspeito de contratar empréstimos consignados. Esses empréstimos eram vinculados aos benefícios fraudados. Portanto, o rombo financeiro pode ser ainda maior.

A PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, na Bahia. A Justiça Federal determinou o afastamento de dois servidores públicos. Eles são suspeitos de participar do esquema.

A Justiça também bloqueou mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos investigados. Um veículo foi apreendido. O objetivo é garantir o ressarcimento dos prejuízos.

Os suspeitos podem responder por associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva. As penas para esses crimes são altas. A operação continua em andamento.

A PF não descarta novas fases da investigação.

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