FACÇÕES NO PODER

PCC e CV usam programas do governo para aplicar fraudes

Fonte: OESTE
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PCC CV
PCC e CV usam programas sociais para aplicar golpes. Auditoria do TCU identificou anúncios fraudulentos que utilizavam a identidade visual do governo federal.

BRASIL, 30 de julho de 2026  Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada em 30 de julho de 2026, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) criaram uma rede de fraudes digitais utilizando programas sociais do governo, como o Desenrola Brasil, para enganar vítimas.

Entre 10 e 21 de janeiro de 2025, foram identificados 1,7 mil anúncios fraudulentos que exploravam a vulnerabilidade financeira das pessoas.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram uma rede de fraudes digitais. Segundo o relatório, as organizações utilizaram programas sociais do governo federal, como o Desenrola Brasil, para atrair vítimas.

Os auditores identificaram 1,7 mil anúncios fraudulentos entre 10 e 21 de janeiro de 2025. O esquema explorou a vulnerabilidade financeira das vítimas e as mudanças nas regras de envio de dados de transações Pix à Receita Federal para criar sensação de urgência.

A auditoria do TCU mostrou que 83,2% dos anúncios nas redes sociais usavam logotipos oficiais, cores do governo federal e artes institucionais de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.

FRAUDES MIRAM PRINCIPALMENTE APOSENTADOS

Os criminosos utilizaram inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas. As peças simulavam anúncios de benefícios públicos e exibiam fotos de pessoas em filas de bancos para atrair vítimas.

As fraudes ligadas ao Desenrola Brasil começaram a circular em 7 de julho de 2024. Os anúncios prometiam “limpar o nome” de inadimplentes e exigiam dados pessoais e pagamento de taxas via Pix.

No Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, os criminosos direcionavam anúncios a aposentados do INSS. O grupo também divulgou anúncios falsos sobre valores a receber e serviços do Banco Central.

O TCU ressaltou que a modalidade criminosa atinge principalmente aposentados e famílias de baixa renda. As vítimas fornecem dados pessoais, usados em clonagem de cartões e fraudes no WhatsApp.

Outras pessoas chegaram a transferir dinheiro via Pix para contas controladas pelas organizações criminosas.

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