
SÃO LUÍS, 30 de julho de 2026 — A Associação Maranhense de Fibromiálgicos (AMARF) divulgou, na quarta (29), uma nota de repúdio denunciando o que chamou de desmonte gradual do Ambulatório de Fibromialgia do CEM Paulo Ramos, em São Luís.
A entidade afirma que a saída de profissionais e as mudanças na coordenação estão prejudicando o atendimento e cobra providências da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a presidente da AMARF, Simone Eli Bombardi, a redução da equipe preocupa os pacientes e pode comprometer a qualidade da assistência especializada.
Entre os profissionais que deixaram a unidade estão nutricionistas, fisioterapeutas, incluindo Jorge Baldez, a psicóloga Márcia Alves e outros integrantes da equipe multiprofissional.
A associação lembra que acompanha, desde 2019, o processo judicial que garantiu a implantação e a manutenção do ambulatório. Além disso, afirma que continuará fiscalizando o funcionamento do serviço para defender os direitos das pessoas com fibromialgia atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a divulgação da nota, pacientes passaram a relatar dificuldades nas redes sociais.
Os depoimentos citam longas filas para consultas, interrupção de acompanhamentos e demora para conseguir atendimento especializado. Uma usuária afirmou esperar há um ano por consulta com um reumatologista.
Outra relatou que o atendimento do clínico da dor deixou de funcionar no Coroadinho, obrigando os pacientes a buscar assistência no CEMARQ.
A repercussão aumentou a cobrança por respostas da administração municipal. Pacientes afirmam que a saída de profissionais das áreas de fisioterapia, psicologia e nutrição, somada às mudanças na coordenação, coloca em risco um serviço considerado referência no tratamento da fibromialgia no Maranhão.

Na nota, a AMARF pede que a secretária municipal de Saúde, Ana Carolina Mitri, e a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, informem quais medidas serão adotadas para recompor a equipe e garantir o funcionamento do Ambulatório de Fibromialgia.
Até a divulgação da manifestação, não havia posicionamento oficial sobre a recomposição dos profissionais.
NOTA DE REPÚDIO
A AMARF – Associação Maranhense de Fibromiálgicos vem a público manifestar seu mais profundo repúdio diante dos acontecimentos envolvendo o Ambulatório de Fibromialgia do CEM Paulo Ramos.
Na condição de presidente da instituição, externo minha indignação e compartilho o sentimento de revolta de centenas de pacientes diante da perda de importantes profissionais que integravam a equipe multiprofissional da unidade.
Desde 2019, a AMARF acompanha e atua judicialmente no processo que garantiu a implantação e a manutenção deste ambulatório no município de São Luís, uma conquista construída com muita luta e que continua sendo monitorada em defesa dos direitos das pessoas com fibromialgia.
É inadmissível assistir ao desmonte gradual desse serviço, com a saída de profissionais essenciais, como nutricionistas, fisioterapeutas – entre eles o profissional Jorge Baldez –, a psicóloga Márcia Alves, além de outros integrantes da equipe. Soma-se a isso a constante troca da coordenação da unidade, comprometendo a continuidade e a qualidade da assistência prestada aos pacientes.
Diante desse cenário, solicitamos esclarecimentos e providências da Secretária Municipal de Saúde, Ana Carolina Mitri, e da Prefeitura de São Luís, na pessoa da Prefeita Esmênia, para que informem quais medidas serão adotadas para recompor a equipe e garantir o pleno funcionamento do Ambulatório de Fibromialgia do CEM Paulo Ramos.
Os pacientes não podem ser prejudicados. Profissionais qualificados estão sendo perdidos, e quem sofre as consequências é a população que depende desse serviço.
A AMARF permanecerá vigilante, acompanhando cada passo desse processo e defendendo, com firmeza, os direitos das pessoas com fibromialgia.
AMARF – Associação Maranhense de Fibromiálgicos







