
BELO HORIZONTE, 20 de abril de 2026 — A Polícia Federal concluiu que não houve interferência externa na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ocorrida na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte.
O detento morreu por enforcamento dentro da cela. Todo o ato foi registrado por câmeras de segurança do local, que não apresentavam pontos cegos.
Mourão foi preso preventivamente em 4 de março. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Essa operação investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema criminoso.
O grupo teria acessado sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol. Além disso, os investigados teriam corrompido servidores do Banco Central.
Após a prisão, Mourão atentou contra a própria vida na cela da superintendência. A PF prestou socorro imediato ao detento. Os agentes também acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A corporação abriu procedimento apuratório interno para investigar o caso. As câmeras filmaram sem interrupções tanto o enforcamento quanto o atendimento dos policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI). Os registros em vídeo foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça é o relator do caso na corte.
A operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foram presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
O bloqueio judicial de bens dos investigados chega a R$ 22 bilhões.







