
MARANHÃO, 14 de maio de 2026 — O Maranhão registrou 80.534 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil em 2024, segundo dados da PNAD Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O estado ocupa a sétima posição entre os maiores números absolutos do país.
O estudo considera diferentes formas de trabalho infantil, como atividades econômicas, produção para consumo próprio, tarefas domésticas contínuas e cuidados de outras pessoas.
Em São Luís, o levantamento identificou 1.049 casos de trabalho infantil ao longo de 2024. Com esse quantitativo, a capital maranhense ficou na 20ª posição entre as capitais brasileiras analisadas. Os registros representam 1,3% do total estadual, um dos menores índices proporcionais do país.
Já na Região Metropolitana da Grande São Luís, foram contabilizados 2.418 casos envolvendo crianças e adolescentes. O número corresponde a 3% dos registros estaduais. A região apresentou o menor percentual proporcional entre as áreas metropolitanas brasileiras avaliadas pelo estudo.
A maior incidência de trabalho infantil está concentrada nos municípios do interior maranhense. O relatório aponta que a maior parte das crianças e adolescentes submetidos a essas atividades vive fora dos grandes centros urbanos do estado.
O documento também destaca fatores que podem influenciar essa distribuição dos casos no Maranhão. Entre eles estão a extensão territorial, a distribuição populacional, o número de municípios e o perfil econômico estadual.
O estudo ressalta que o problema ocorre de formas diferentes em cada região do país. Nas áreas urbanas e metropolitanas, por exemplo, o trabalho infantil costuma estar ligado à informalidade, ao trabalho familiar sem remuneração e a atividades consideradas de risco. Entre elas estão a venda de produtos em semáforos e a prática de mendicância.
Apesar dos dados apresentados, o relatório informa que os números ainda possuem caráter experimental.







