
ITÁLIA, 27 de julho de 2026 — O Primeiro Comando da Capital (PCC) virou referência para grupos criminosos no mundo inteiro.
Quem diz isso é Giovanni Tartaglia, assessor do Ministério das Relações Exteriores da Itália, e Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Eles participaram de uma conferência em São Paulo sobre cooperação entre Brasil e Itália contra o crime.
O PCC nasceu em 1993, no sistema prisional de Taubaté (SP). Hoje, a facção atua no tráfico internacional de cocaína. Além disso, controla territórios, infiltra-se na economia e na administração pública. Por isso, Tartaglia afirma que o grupo deixou de ser uma rede violenta e virou um sistema que busca poder econômico e social.
Um levantamento do Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, mostra que o PCC tem cerca de 40 mil integrantes. Eles estão espalhados por 28 países, em quatro continentes. Portanto, a facção tem uma presença global expressiva.
Tartaglia defendeu a cooperação entre o poder público e a sociedade para conter o avanço do crime. Ele disse que a máfia atual não é só violenta. Ela também pode ser invisível e silenciosa, mas continua perigosa. Francisco Rezek completou que a parceria entre países é indispensável no combate a esse tipo de organização.
O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, lembrou que o crime organizado não existe sem a ajuda de agentes do Estado. Então, ele destacou a importância de combater a corrupção.
O procurador-geral de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que o Brasil acordou para esse problema. Já o procurador do Rio, Antônio José Campos Moreira, disse que o enfrentamento ao crime foi deixado de lado por décadas. Mas agora o Estado está agindo.







