CORRIDA ELEITORAL

Estados Unidos negam interferência nas eleições do Brasil

Fonte: GAZETA DO POVO
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Estados Unidos
Governo dos Estados Unidos nega que esteja tentando interferir nas eleições presidenciais brasileiras e disse que não tem preferência pelo resultado da disputa.

ESTADOS UNIDOS, 24 de setembro de 2026 — O governo dos Estados Unidos negou que esteja tentando interferir nas eleições presidenciais brasileiras e afirmou que não tem preferência pelo resultado da disputa.

Washington também disse que trabalhará com qualquer governo escolhido pelos brasileiros e que apenas deseja uma disputa “livre e transparente” no país. A posição foi apresentada nesta quarta (23) por Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano, em entrevista à jornalista Priscila Yazbek, da CNN Brasil.

Segundo Roberson, o governo americano está acompanhando os acontecimentos políticos no Brasil e está atento ao processo eleitoral, mas considera que a escolha final cabe aos brasileiros.

“Estamos vendo as notícias, claro que estamos acompanhando as eleições, claro que queremos saber o resultado, mas acreditamos que, como o Brasil é um país soberano e independente, queremos ver eleições livres e transparentes e vamos ver com os brasileiros o resultado”, afirmou.

Questionada sobre as acusações do governo Lula de que o governo do presidente Donald Trump estaria tentando interferir na eleição brasileira, Roberson rejeitou essa acusação.

“Nos Estados Unidos, nós estamos focados nas nossas prioridades. Como falou o presidente Trump, estamos focados na segurança, na prosperidade, na paz”, afirmou. Segundo ela, atuar dessa maneira dentro de outros países, interferindo em eleições, “não é parte da nossa estratégia”.

A manifestação ocorre um dia depois de Lula usar seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para voltar a falar sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro.

Sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, Lula afirmou que o país realizará uma eleição “transparente e competitiva” e declarou que o Brasil não permitirá que atores internos ou externos “atentem contra a vontade dos eleitores”.

Em maio, ao ser questionada sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições, a própria porta-voz afirmou que a escolha do próximo presidente brasileiro é uma decisão dos brasileiros.

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