
BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — A Polícia Federal afirmou que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) se reuniu com o presidente de uma entidade investigada por fraudes no INSS. O encontro teria acontecido em 1º de fevereiro de 2023, dia em que Pacheco foi eleito presidente do Senado.
Segundo a PF, o assunto da reunião foi a nomeação do presidente do INSS. O senador nega tudo. Ele diz que não conhece Carlos Lopes, dirigente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), e que nunca tratou de indicações para o órgão.
As investigações da PF indiciaram 48 pessoas por suspeita de desvios no INSS. Carlos Lopes é apontado como um dos líderes do esquema, que fazia descontos ilegais em benefícios de segurados.
A PF também afirma que Lopes pagou R$ 14,7 milhões em propina ao deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). O valor teria sido usado para garantir acesso a políticos como Pacheco. O deputado também foi indiciado e nega participação no esquema.
O escândalo foi revelado pelo portal Metrópoles em dezembro de 2023. As reportagens mostraram que associações arrecadaram R$ 2 bilhões com descontos de aposentados em um ano. Além disso, as entidades respondiam a milhares de processos por fraudes.
As reportagens levaram a PF a abrir inquérito. Por isso, a Operação Sem Desconto foi deflagrada em 23 de abril. O caso resultou na demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.







