
BRASÍLIA, 09 de setembro de 2026 — A OAB do Distrito Federal abriu um processo ético-disciplinar contra sócios do escritório Barci & Barci Advogados. Esse escritório pertence à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi anunciada nesta terça (8), pelo presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira.
A investigação vai analisar possíveis violações às regras da advocacia. Entre elas estão conflito de interesses, captação indevida de clientes e uso do escritório para práticas ilícitas. Siqueira afirmou que a advocacia não pode ser usada para cometer crimes.
O processo foi aberto com base em um relatório da Polícia Federal. Esse relatório faz parte das investigações sobre o Banco Master. O documento mostra que o escritório assinou um contrato com o banco em janeiro de 2024. O valor total chegava a R$ 131,27 milhões com impostos. O escritório já recebeu R$ 80,2 milhões em 22 pagamentos.
Os metadados do contrato indicam que o ministro Alexandre de Moraes acessou o documento. O escritório confirmou o acesso, mas disse que Moraes só verificou se havia impedimento legal. A banca afirma que o contrato não previa atuação no STF.
A PF também encontrou outro contrato de até R$ 50 milhões. Esse negócio envolvia a transferência de participações em empresas ligadas a um jato e um helicóptero. O escritório diz que o negócio não foi concluído.
A OAB vai intimar a mulher de Moraes, Viviane, os filhos Giuliana e Alexandre, a cunhada Ana Cláudia e a advogada Fernanda Fritoli. O processo será sigiloso. A entidade afirmou que não há conclusão sobre culpa e que todas as garantias serão respeitadas.
Além disso, a OAB abrirá outro processo contra o advogado Ciro Soares, que teria intermediado contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República.







