
SÃO LUÍS, 07 de agosto de 2026 — Um vídeo com documentos judiciais, consultas ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e trechos de processos passou a circular nas redes sociais envolvendo dois médicos apontados como integrantes da equipe do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís.
O material também cobra esclarecimentos da Prefeitura, da Semus, do IBMED e do CRM-MA sobre os casos apresentados. O conteúdo cita o médico José Ferreira de Castro, registrado no CRM-MA sob o número 6.247.
Segundo a consulta exibida no sistema do CFM, ele possui registro ativo e regular, porém sem especialidade cadastrada. Além disso, o vídeo afirma que o profissional se apresentava como neuropediatra, embora essa informação não conste na consulta mostrada durante a gravação.
Na sequência, o vídeo apresenta documentos da Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim relacionados à prisão em flagrante de José Ferreira, ocorrida em fevereiro de 2025, por um caso de importunação sexual. Também exibe decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao médico e informa que o processo permanece em tramitação.
O segundo caso envolve a médica Naíra Barros da Silva Vasconcelos, inscrita no CRM-MA sob o número 6.727. Conforme a consulta ao CFM exibida na gravação, ela possui registro ativo e regular, sem especialidade registrada.
Em seguida, o vídeo mostra perfis atribuídos à médica nas redes sociais, nos quais ela se apresenta como especialista em medicina intensiva neonatal e pediátrica.
O material ainda reúne documentos de um processo em tramitação na Vara Única da Comarca de Bom Jardim. Entre eles estão auto de prisão em flagrante, peças da investigação e consulta ao sistema do Tribunal de Justiça do Maranhão que identifica ação penal por tentativa de homicídio tendo Naíra Barros como ré.
Inclusive, aparecem decisões que substituíram a prisão preventiva por medidas cautelares e determinaram incidente de insanidade mental.
O audiovisual afirma que os dois médicos prestaram serviços no Hospital da Criança durante a gestão do IBMED e questiona os critérios adotados para a contratação de profissionais das UTIs pediátricas.
Também sustenta que uma das médicas teria divulgado documentos sigilosos de pacientes, fato que poderá ser investigado pelas autoridades competentes caso seja confirmado.
As informações passaram a circular enquanto o Hospital da Criança continua sob investigação por causa das mortes de crianças nas UTIs pediátricas. O caso mobiliza o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e outros órgãos fiscalizadores, além de familiares que cobram esclarecimentos sobre o atendimento prestado.
Por fim, a Defensoria Pública do Maranhão ajuizou uma ação civil pública contra o Município de São Luís e o IBMED.
A ação aponta possíveis falhas na prestação dos serviços, deficiência no quadro de profissionais e problemas estruturais nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança, além de pedir medidas para garantir atendimento adequado às crianças.







