
BRASÍLIA, 18 de junho de 2026 — A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a tramitação do Inquérito nº 1.636/DF contra o ex-deputado federal Edilázio Júnior. A decisão saiu na quarta (17) e envolve a Operação 18 Minutos, da Polícia Federal. A ministra determinou o envio do caso ao STF para definir qual tribunal deve conduzir a investigação.
A decisão atendeu parcialmente ao pedido da defesa de Edilázio. Os advogados afirmaram que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou medidas cautelares durante o mandato do então deputado federal, embora, segundo eles, essa competência fosse do STF. Por isso, alegaram que houve usurpação da competência da Corte.
A Polícia Federal investigou Edilázio após autorização do ministro João Otávio de Noronha, do STJ, com base em denúncia do Ministério Público Federal. Os investigadores apontam que o ex-parlamentar integraria o núcleo operacional de uma organização suspeita de negociar decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão.
Segundo o MPF, Edilázio, genro da desembargadora afastada Nelma Sarney, teria usado relações familiares e pessoais para influenciar decisões judiciais.
Além disso, a PF identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, como depósitos sem origem identificada e transferências fracionadas, que indicariam possíveis crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Ao decidir, Cármen Lúcia afirmou que existem indícios de que os fatos investigados ocorreram durante o exercício do mandato parlamentar. Portanto, determinou a suspensão da investigação apenas em relação a Edilázio Júnior até que o STF defina qual instância tem competência para analisar o caso.
A medida não altera a investigação contra os demais investigados.







