CERRADO AMEAÇADO

MA lidera desmatamento pelo 3º ano; cerrado é o mais afetado

Andre Reis
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cerrado ameaçado
Maranhão registrou perda de 154 mil hectares em 2025 e concentrou maior parte do desmatamento nacional no bioma Cerrado, segundo levantamento do MapBiomas.

MARANHÃO, 27 de maio de 2026  O Maranhão permaneceu como o estado com a maior área desmatada do país em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, segundo levantamento divulgado pela MapBiomas. O estado registrou perda de 154 mil hectares, concentrados principalmente no bioma Cerrado, que reúne 96% da área desmatada no território maranhense.

Depois do Maranhão, aparecem Piauí, com mais de 114 mil hectares desmatados, Tocantins, com mais de 100 mil hectares, e Bahia, com 71 mil hectares perdidos. Os quatro estados integram a região do Matopiba, considerada fronteira agropecuária e responsável por grande parte do desmatamento no Cerrado brasileiro.

De acordo com a pesquisadora Roberta Rocha, que participou do estudo da MapBiomas, a maior parte do desmatamento registrado no Maranhão ocorreu no Cerrado. Além disso, ela afirmou que os estados do Matopiba concentraram 40% do desmatamento nacional e 70% das perdas registradas no Cerrado em 2025.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente informou, em nota, que houve redução nos índices de desmatamento em 2025. Segundo o órgão, a queda foi de 35% na Amazônia e de 19% no Cerrado, resultado de programas de fiscalização e monitoramento realizados no estado.

O governo federal também foi questionado sobre o avanço do desmatamento em terras indígenas, mas não apresentou resposta até o momento. O levantamento destacou ainda que a maior parte da área desmatada no Maranhão segue concentrada no bioma Cerrado.

O relatório também apontou que municípios como Balsas registraram preservação de áreas de vegetação nativa no último ano. Mesmo assim, os dados gerais mantiveram o Maranhão na liderança nacional do desmatamento pelo terceiro ano consecutivo.

Além disso, o estudo alertou para impactos ambientais ligados à destruição do Cerrado, como comprometimento das nascentes e redução da biodiversidade. O levantamento também citou a necessidade de conciliar produção agrícola, preservação ambiental e fiscalização nas áreas mais vulneráveis do estado.

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