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Lula propôs nova Constituição em plano de governo em 2018

Fonte: METRÓPOLES
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Lula constitucição
Na primeira versão de seu plano de governo em 2018, Lula propunha não apenas mudar a Constituição, como Flávio, mas convocar nova Assembleia Constituinte.

MARANHÃO, 09 de outubro de 2026 — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, causou polêmica ao falar, nesta semana, em “mudar a Constituição”. O senador, contudo, não é o primeiro presidenciável a defender mudanças no texto constitucional.

Em 2018, quem tinha a ideia de reescrever a Constituição Federal era Lula, que tentou ser candidato ao Palácio do Planalto mesmo inelegível após a condenação em segunda instância que o levou a cumprir pena em Curitiba.

Na primeira versão de seu plano de governo em 2018, Lula propunha não apenas “mudar a Constituição”, como Flávio, mas convocar “nova Assembleia Constituinte”, para criar a oitava Constituição da história do Brasil.

“Para assegurar as conquistas democráticas inscritas na Constituição de 1988, as reformas estruturais indicadas neste Plano e a reforma das Instituições, é necessário um novo Processo Constituinte. Para tanto, construiremos as condições de sustentação social para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, livre, democrática, soberana e unicameral, eleita para este fim nos moldes da reforma política que preconizamos. O governo do presidente Lula participará logo após a posse da elaboração de um amplo roteiro de debates sobre os grandes temas nacionais e sobre o formato da Constituinte”, dizia a versão inicial do texto.

À época, a ideia foi amplamente rechaçada por diversos setores. O então presidente do STF, Dias Toffoli, criticou a proposta, afirmando que ela inviabilizaria a “estabilidade institucional” conquistada pelo Brasil desde 1988.

A reação fez Fernando Haddad, que assumiu como candidato do PT no lugar de Lula, mudar de ideia. O ex-ministro apresentou ao menos outras duas versões do plano de governo ao TSE, retirando a menção à nova Constituição.

Em entrevista ao Jornal Nacional durante as eleições, Haddad explicou que havia recuado da ideia e que iria propor as reformas necessárias por meio de emendas constitucionais. Em 2026, essa também foi a explicação de Flávio.

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