DESESPERO ELEITORAL

Lula implora ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro

Fonte: PODER 360
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Coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Lula (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

BRASIL, 22 de outubro de 2026 — A coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Lula (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

A aije (ação de investigação judicial eleitoral) foi protocolada às 20h34 desta quarta (21) e trata de possível abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

O grupo também solicita 8 anos de inelegibilidade para Flávio, Pablo Marçal e Tallis Gomes. A ação atribui à campanha de Flávio possíveis irregularidades relacionadas ao uso de inteligência artificial, à distribuição de conteúdo nas redes e a pagamentos à empresa Elytron.

Segundo a ação, os sistemas de recomendação, as ferramentas de inteligência artificial e a revisão de anúncios da Meta (dona de Instagram, Facebook e WhatsApp) e do X favoreceram repetidamente a candidatura do PL e prejudicaram a de Lula. As duas empresas são citadas como terceiras interessadas, mas o pedido de cassação não é dirigido a elas.

A ação foi distribuída ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

O QUE DIZ A AÇÃO

A coligação afirma que o caso não trata do que um candidato disse, mas de quem decide o que o eleitor vê.

A petição cita:

  • rede de 255 perfis com conteúdo sintético, que fez 1.204 publicações e somou 58,6 milhões de visualizações em um mês;
  • perfil de Flávio com 2,96 vezes mais interações por publicação do que o de Lula na 1ª semana do 2º turno, apesar de ter 17,2% menos seguidores;
  • ferramentas de inteligência artificial da Meta e do X que produzem peças com “Flávio 22” e recusam o pedido equivalente com “Lula 13”;
  • conta de anúncios da campanha de Lula desativada antes do 1º turno, e 1.121 relatos de restrição de alcance ou banimento de perfis de apoio;
  • 1.613 anúncios eleitorais pagos em moeda estrangeira, com até R$ 2 milhões recebidos pela Meta e até 171,1 milhões de impressões, segundo relatório do NetLab, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A petição também cita pagamento de R$ 600 mil da campanha de Flávio à empresa Elytron. Segundo reportagem do site Intercept Brasil, a empresa de cibersegurança tentou vender fora do país um sistema que utiliza inteligência artificial para manipular eleições.

OS PEDIDOS

A coligação quer decisões provisórias antes do 2º turno, em 5 blocos:

  • preservação de registros da Meta e do X, com multa diária de R$ 100 mil por empresa;
  • proibição de tratamento desigual entre os candidatos até as 23h59 de domingo (25.out.2026), com multa diária de R$ 1 milhão por plataforma;
  • esclarecimentos técnicos das empresas em 48 horas;
  • novas medidas, a serem analisadas depois dessas respostas;
  • recomposição do alcance pago que a campanha de Lula diz ter perdido em 9 e 10 de outubro, até as 23h59 de sábado (24.out.2026). Uma das alternativas é a concessão de créditos de impulsionamento de R$ 7 milhões.

Ao final do processo, a coligação pede a cassação do registro ou do diploma de Flávio e de Gaspar. Pede também 8 anos de inelegibilidade para Flávio, Pablo Marçal e Tallis Gomes. Para Gaspar, a inelegibilidade só seria aplicada se a investigação mostrar que ele contribuiu para os fatos.

Marçal integra a equipe de campanha de Flávio desde o fim de setembro. Tallis Gomes é ligado a um grupo empresarial parceiro da Elytron, empresa que recebeu R$ 600 mil da campanha do PL. Os 2 não são investigados na ação.

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