
BRASIL, 22 de outubro de 2026 — O Brasil chega à reta final da eleição presidencial com situação fiscal mais delicada do que há quatro anos, segundo análise divulgada pelo Instituto Millenium nesta terça (20). A entidade alerta para os riscos de novas promessas de benefícios sociais, subsídios e ampliação de programas públicos.
Com base em dados do Banco Central, o instituto afirma que vantagens concedidas no curto prazo podem criar despesas permanentes e aumentar o endividamento. Por isso, quanto mais frágeis estiverem as contas públicas, menor será o espaço do governo para assumir novos compromissos financeiros.
Segundo a análise, novas despesas podem exigir aumento de impostos, cortes em outras áreas ou contratação de mais dívida. O instituto também destaca que propostas com benefícios imediatos costumam ganhar espaço durante períodos eleitorais, mas seus custos podem permanecer depois da votação.
A entidade defende que os eleitores conheçam quanto custam as medidas anunciadas pelos candidatos, de onde virá o dinheiro e quais efeitos elas podem provocar na economia. Além disso, sustenta que a responsabilidade fiscal deve ser considerada independentemente do calendário eleitoral.
O alerta ocorre durante a disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que apresentam propostas diferentes para o país.
Para o Instituto Millenium, portanto, decisões tomadas durante a campanha podem afetar o orçamento por vários anos, caso resultem em novas despesas permanentes.










