
MARANHÃO, 11 de setembro de 2026 — O jornalista Luís Pablo pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o arquivamento da investigação em carta aberta. Ele afirma que a apuração acessou aparelhos, mensagens e dados financeiros, mas não encontrou prova de perseguição, monitoramento ou pagamento por reportagens contra Flávio Dino.
Segundo Luís Pablo, uma busca em sua casa apreendeu dois celulares, um computador e um HD, que ficaram cerca de 70 dias fora de seu uso. Além disso, ele diz que a investigação identificou pessoas que lhe passaram informações, expondo fontes e afetando a confiança necessária ao trabalho jornalístico.
O jornalista afirma que o caso começou após denúncia sobre o uso de veículo oficial do TJMA por Flávio Dino e familiares. Ele diz que recebeu o material, conferiu os dados, procurou STF e TJMA e publicou o conteúdo. Por isso, sustenta que não seguiu, abordou ou monitorou o ministro nem seus parentes.
Na carta, Luís Pablo cita manifestação da PF segundo a qual não seria possível afirmar com máxima certeza que R$ 100 mil eram pagamento por matérias. Ele diz que o valor veio de empréstimo pessoal devolvido, com comprovantes, e menciona fala do delegado sobre a proteção pela liberdade de imprensa.
Por fim, Luís Pablo cita declaração de Fachin sobre o compromisso do STF com o sigilo da fonte e pede o fim do caso. Ele afirma que críticas, linha editorial ou parcialidade não provam crime e diz que manter a investigação sem provas prejudica o jornalismo e quem depende de fontes protegidas.







