
BRASÍLIA, 18 de julho de 2026 — O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistiu de concorrer à Presidência nas eleições deste ano. Ele comunicou a decisão ao presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, nesta semana.
Barbosa se filiou ao partido em abril. Desde então, ele negociava uma candidatura ao Palácio do Planalto. O ex-ministro estabeleceu condições para entrar na disputa. Ele queria alianças partidárias e uma estrutura de campanha viável. As negociações, porém, não avançaram como ele esperava.
Além disso, Joaquim Barbosa não viu resultados satisfatórios nas pesquisas de intenção de voto. Um cenário cogitado por aliados previa aliança com o PSD. Essa possibilidade perdeu força depois que o partido lançou Ronaldo Caiado como candidato.
Barbosa também conversou com Aécio Neves sobre uma terceira via. Os tucanos, no entanto, ainda não definiram um nome para outubro.
A desistência ocorre poucos dias antes das convenções partidárias. Elas começam na próxima segunda (20). As legendas poderão oficializar seus candidatos até 5 de agosto.
Esta é a segunda vez que Barbosa desiste de uma candidatura ao Planalto. Em 2018, ele se filiou ao PSB e foi lançado como pré-candidato. Meses depois, porém, retirou o nome da disputa.
A filiação de Barbosa ao DC provocou uma crise interna. O ex-deputado Aldo Rebelo já tinha lançado sua pré-candidatura. Ele classificou a chegada do ex-ministro como uma “afronta”. Rebelo insistiu na candidatura, foi expulso do partido e recorreu à Justiça. Em decisão liminar, conseguiu ser reintegrado à legenda.
O presidente do DC, porém, nega a desistência oficial. Caldas afirmou ao SBT News que Barbosa ainda não comunicou formalmente a retirada. Segundo ele, o ex-ministro apenas reafirmou que só disputará se o partido oferecer estrutura suficiente.
O dirigente reconheceu que o DC ainda não viabilizou essa estrutura. Mesmo assim, disse que o partido segue buscando alianças até o fim das convenções.







