BOLSO PRESSIONADO

Inadimplência cresce em São Luís no 1º trimestre de 2026

Andre Reis
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inadimplência SLZ
Levantamento da Fecomércio vê aumento das contas em atraso entre janeiro e março, indicando maior dificuldade das famílias para manter compromissos financeiros.

SÃO LUÍS, 23 de abril de 2026  A inadimplência em São Luís voltou a crescer no primeiro trimestre de 2026, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão. O levantamento aponta que mais famílias atrasaram contas entre janeiro e março, devido à pressão inflacionária e ao uso intensivo do crédito para despesas básicas.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que o percentual de famílias com contas em atraso subiu de 25,1% em janeiro para 28,8% em março. O avanço de 14,7% interrompe a trajetória de queda registrada ao longo de 2025.

O estudo indica que o endividamento geral também cresceu, passando de 73,9% para 78,8% no mesmo período. No entanto, a inadimplência avançou em ritmo mais acelerado, o que evidencia dificuldades maiores para quitar dívidas.

Esse movimento revela que muitas famílias recorrem ao crédito para cobrir despesas essenciais. Porém, encontram mais obstáculos para pagar compromissos, o que pressiona o orçamento doméstico no curto prazo.

O cenário local acompanha a tendência nacional. Em março, o percentual de famílias endividadas no Brasil chegou a 80,4%, o maior nível da série histórica, conforme dados do setor.

Em São Luís, a inflação atingiu 1,39% em março de 2026, uma das maiores entre capitais. Itens como alimentação e transporte contribuíram diretamente para a redução da renda disponível das famílias.

Inclusive, o aumento de 4,47% nos combustíveis elevou custos logísticos e impactou preços de bens e serviços. Como resultado, consumidores recorrem mais ao cartão de crédito, que responde por 78,2% das dívidas.

Mesmo com a taxa básica de juros em queda, o nível de 14,75% ao ano mantém o crédito caro. Dessa forma, o comprometimento médio da renda familiar, próximo de 30%, limita novas compras e investimentos.

Por outro lado, houve leve recuo no percentual de famílias sem condições de pagar dívidas, que caiu de 5% para 4,5%. O dado indica que parte dos consumidores tenta renegociar débitos e reorganizar despesas.

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