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Governo Lula volta a ameaçar retorno da taxa das blusinhas

Fonte: GAZETA DO POVO
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taxa das blusinhas
Governo afirmou que sua equipe pode propor ao presidente Lula o retorno da chamada taxa das blusinhas, uma vez que já se observou o aumento nas importações.

BRASIL, 29 de julho de 2026  O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que sua equipe pode propor ao presidente Lula (PT) o retorno da chamada “taxa das blusinhas“, uma vez que já se observou o aumento nas importações.

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco concedida nesta segunda (27), Durigan revelou que a pasta aguarda para coletar dados suficientes para a reavaliação da política.

“Estamos fazendo período de amostragem para ver qual o impacto, e temos visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente já tem todo o controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora dos padrões e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança”, afirmou.

Não é a primeira vez. No dia seguinte ao fim da cobrança, Durigan já havia sinalizado que esta era “regulatória” e que poderia ser revista “caso haja algum desarranjo”.

Instituída em agosto de 2024, a tarifa buscava fomentar a compra no mercado nacional, onerando o consumidor em 20% para compras internacionais de até US$ 50 e em 60% para compras acima disso.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) obteve que o crescimento dos salários não passou de 1% em cada setor, enquanto os postos de trabalho se compensaram entre as diferentes áreas.

A volatilidade da política levou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a judicializar o tema.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi distribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que se negou a conceder uma liminar retomando a taxa e concedeu vista à Procuradoria-Geral da República (PGR), que já está há um mês com a ação, sem emitir seu parecer.

Para a CNI, a imposição da cobrança ao consumidor de marketplaces como Shein e Shopee é necessária para manter a sobrevivência das empresas no Brasil. Sem isso, argumenta, há o risco de danos de natureza continuada e de difícil mensuração individual”.

“Não se questiona, obviamente, o direito da população ao amplo acesso a bens nacionais ou importados. O que se impugna é que esse acesso seja promovido à custa do agravamento das assimetrias concorrenciais suportadas pelos setores produtivos nacionais, da transferência de empregos e renda ao exterior e da renúncia fiscal relevante”, complementa.

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