
BRASÍLIA, 15 de julho de 2026 — O governo do presidente Lula fez um acordo de 2,3 bilhões de reais com o Banco do Brasil. O objetivo é ajudar os Correios. A estatal vive uma das piores crises da sua história. O jornal Estadão criticou a contratação. Ela foi feita de forma direta, sem licitação. O banco vai usar os serviços postais por cinco anos.
Os Correios já têm prejuízo há 14 trimestres seguidos. Em 2025, o rombo foi de 8,5 bilhões de reais. Para 2026, a previsão interna é de um resultado negativo de 10 bilhões. Por isso, o governo tenta ações para evitar a falência da empresa.
Além disso, no ano passado, os Correios pegaram um empréstimo de 12 bilhões de reais. O consórcio tinha cinco bancos, incluindo o Banco do Brasil e a Caixa. O Tesouro Nacional garantiu o pagamento caso a estatal não consiga honrar a dívida. Então, o contribuinte pode acabar pagando a conta.
O Tribunal de Contas da União encontrou falhas nessa operação. Ele abriu um processo para apurar responsabilidades. Isso pode atrapalhar um novo empréstimo que os Correios pedem, entre 7 e 8 bilhões.
O governo diz que a empresa vai se recuperar e ter bons resultados. Mas o Estadão afirma que o Banco do Brasil está sendo usado para socorrer a estatal.







