
BRASIL, 15 de junho de 2026 — O governo federal gasta R$ 473 milhões por ano com anistiados políticos da ditadura de 1964. Quem paga a conta são os contribuintes. Os dados são de um levantamento do jornal Gazeta do Povo.
Esses benefícios não acabam com a morte do anistiado. Eles vão para os familiares. Por exemplo, o líder comunista Luiz Carlos Prestes foi anistiado depois de morto, em 2005. Hoje, a União divide R$ 30,8 mil por mês entre quatro parentes dele.
Além disso, a lei garante outro privilégio: os valores recebidos não pagam Imposto de Renda. A anistia original foi assinada em 1979 pelo presidente João Batista Figueiredo.
Por mês, a União paga R$ 39,4 milhões para 2.928 militares anistiados e seus dependentes. A Aeronáutica gasta R$ 20,3 milhões. A Marinha, R$ 14,5 milhões. O Exército, R$ 4,6 milhões.
Em abril deste ano, o governo também liberou R$ 2,2 milhões em parcelas únicas para 44 pessoas. Nove delas receberam R$ 100 mil cada uma.
As maiores pensões chegam a R$ 40 mil por mês. Um dependente do general Euryale Zerbini, por exemplo, recebeu R$ 40 mil em abril. Ele tentou defender o governo de João Goulart.
Há ainda casos de guerrilheiros. Dois dependentes do coronel Jefferson Cardim Osório receberam R$ 16,6 mil cada. Osório tentou um levante armado em 1965. Ele cruzou a fronteira do Uruguai com 23 homens, pegou um táxi e invadiu um quartel. Foi preso, mas anistiado em 1979.







