
BRASIL, 10 de agosto de 2026 — Os brasileiros perderam mais de R$ 21 bilhões com golpes virtuais em 2026. O dado é da global anti-scam alliance (gasa). A pesquisa ouviu adultos em todo o país e mostrou que um em cada quatro brasileiros foi vítima de fraude.
Além disso, 80% dos adultos receberam pelo menos uma tentativa de golpe. A média foi de 202 abordagens por pessoa, o que soma 34,5 bilhões de tentativas no país.
As fraudes mais comuns envolvem compras falsas, ofertas de dinheiro inesperado e vagas de emprego. Também aparecem golpes com investimentos, boletos, relacionamentos e doações.
Os criminosos usam principalmente ligações telefônicas e aplicativos de mensagem. O whatsapp é o canal preferido, com 64% das ocorrências. Depois vêm gmail (32%), instagram (22%), facebook (17%) e google (13%).
O levantamento mostra que 40% dos brasileiros dizem saber reconhecer golpes. Mas 53% das vítimas foram abordadas por telefone, e 49%, por apps. Entre os que perderam dinheiro, 34% sofreram mais de uma vez. Para 26%, o prejuízo veio em poucos minutos.
O valor médio perdido foi de R$ 1.287 por pessoa, mas muitos tiveram perdas acima de R$ 3 mil.
Os golpistas recebem o dinheiro principalmente por transferência bancária tradicional (33%), pix (32%) e cartão de débito ou crédito (16%). Depois do golpe, 70% das vítimas perceberam sozinhas que haviam sido enganadas.
Outras 22% só entenderam ao ver notícias sobre o caso. A maioria conta o ocorrido a amigos ou familiares (64%), ao provedor do serviço (51%) ou ao banco (46%).
Apenas um em cada cinco brasileiros que relataram perdas conseguiu reembolso total ou parcial. Para 36%, nenhuma providência foi tomada. Os principais motivos que levam as pessoas a cair em golpes são situações muito convincentes (47%), sensação de pagamento seguro (41%) e ofertas que pareciam boas demais (39%).
Por outro lado, 97% dos entrevistados dizem fazer alguma verificação antes de fechar negócio. A checagem de avaliações em outros sites é a medida mais comum (42%). A maioria dos brasileiros acredita que bancos deveriam reembolsar sempre as vítimas (61%).
Apesar disso, o índice de preocupação com golpes se manteve em 67%, igual ao de 2025.







