
BRASÍLIA, 19 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou falhas no combate a golpes digitais. A auditoria avaliou oito órgãos públicos. Sete deles não adotaram nem metade das práticas recomendadas para prevenir, detectar e investigar esse tipo de fraude.
O plano nacional de cibersegurança ainda não foi aprovado. O TCU deu 180 dias para o Gabinete de Segurança Institucional concluir e aprovar o documento. Esse plano é essencial para transformar diretrizes em ações concretas.
A Caixa Econômica Federal teve o melhor resultado: 73% das práticas implementadas. Os outros órgãos ficaram abaixo dos 50%. O Ministério da Saúde alcançou 45%. Os Correios tiveram 41%.
O Ministério da Gestão ficou com 39%. A Receita Federal somou 26%. O INSS registrou 23,5%. O TRF-4 obteve 21,3%. Por fim, o Ministério do Empreendedorismo atingiu apenas 5,5%.
Esses números mostram que órgãos muito usados pela população, como Receita e INSS, estão entre os piores. A auditoria apontou que a gestão de riscos foi o ponto mais fraco. Para os técnicos, o combate a golpes ainda não faz parte da agenda da maioria dos órgãos.
O tribunal também identificou problemas em inteligência, investigação e remoção de conteúdos falsos.
O ministro Jorge Oliveira afirmou que os golpes afetam a população e prejudicam a confiança nos serviços digitais do Estado. Ele disse ainda que isso impacta a economia, com dinheiro indo para atividades criminosas e custos indiretos para a sociedade.
Entre janeiro e setembro de 2025, o Catálogo de Fraudes registrou 75 casos de golpes com personificação de órgãos públicos e bancos.







