
CAXIAS, 25 de abril de 2026 — A Polícia Federal afastou um funcionário da Caixa Econômica Federal, nesta sexta (24), em Caxias, durante a operação Logchain, que apura fraude via PIX. O servidor é suspeito de usar acesso interno para alterar dados de clientes e realizar transferências sem autorização. As investigações apontam prejuízo inicial de R$ 91.835,36.
Além disso, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e contou com apoio da própria instituição financeira. Segundo a PF, o suspeito manipulava informações nos sistemas internos do banco sem a presença dos titulares das contas, o que foi confirmado por imagens de monitoramento analisadas durante a apuração.
De acordo com a investigação, o funcionário utilizava dados alterados para realizar transferências via PIX para destinatários frequentes. A prática indicava um padrão de repetição nas operações, o que levantou suspeitas e levou ao início das apurações. A atuação ocorria diretamente nos sistemas internos da agência.
A PF destacou, inclusive, que o esquema pode ter causado prejuízo ainda maior. O valor inicial identificado foi de R$ 91.835,36, mas a quantia pode aumentar conforme o avanço das análises dos materiais apreendidos durante a operação.
Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, computadores, mídias digitais e documentos. Esse material será examinado para esclarecer como as fraudes via PIX eram executadas e para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Por fim, o funcionário afastado poderá responder por crimes como associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado.







