
MARANHÃO, 16 de outubro de 2026 — O fim da escala 6×1 poderá elevar custos do varejo em 2027, pressionar preços e reduzir margens das empresas. Especialistas avaliam que o setor terá dificuldade para absorver as despesas sem afetar contratações e investimentos, principalmente diante do atual cenário de consumo fraco.
Dados do IBGE mostram que as vendas do varejo avançaram apenas 0,1% em agosto, ante julho. Além disso, móveis e eletrodomésticos registraram queda de 4,2%. Nesse cenário, especialistas estimam que apenas parte dos novos custos poderá chegar aos consumidores.
Fábio Murad, da Wiser Asset, calcula repasse de 35% a 45%, com impacto de até 0,12 ponto percentual no IPCA. Letícia Moschioni, da Finscale, estima repasse entre 20% e 30% e pressão de aproximadamente 0,05 ponto.
Alberto Friggi, da Friggi & Secco, projeta transferência de 25% a 35% dos custos aos preços, com impacto de 0,08 ponto no IPCA. Já Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, avalia que reajustes maiores podem afastar clientes. Por isso, empresas poderão absorver parte das despesas.
Pequenos varejistas estariam mais expostos à redução de margens, contratações e investimentos. Inclusive, a mudança na jornada poderá exigir reorganização das equipes e acelerar investimentos em tecnologia e produtividade.
As projeções, porém, variam conforme o nível de repasse dos novos custos.










