
BRASÍLIA, 10 de outubro de 2026 — Daniel Vorcaro afirmou que João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, teria cobrado 10% dos valores que o Banco Master captasse em fundos de previdência ligados a estatais. O banqueiro apresentou o relato em material levado à Procuradoria-Geral da República, mas a proposta de colaboração foi rejeitada.
Segundo Vorcaro, a negociação envolvia fundos ligados à Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e Correios. Ele também afirmou que teria sido acertado um pagamento de cerca de R$ 30 milhões em espécie para despesas de um documentário sobre Lula no exterior, além de valores destinados ao Instituto Lula.
Vorcaro também citou Alexandre Padilha, Olavo Noleto e operadores ligados ao grupo. Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram contatos do banqueiro com pessoas mencionadas no relato. Além disso, o Master entrou, em abril de 2024, na lista de instituições autorizadas a receber recursos dos fundos estatais.
Apesar das articulações relatadas, Vorcaro afirmou que não conseguiu captar recursos nos fundos federais. Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira. Padilha e Noleto também negaram relação com o banqueiro. A defesa de Augusto Lima classificou as acusações como falsas e sem valor probatório.
A PGR informou que as propostas foram apresentadas pelos advogados de Vorcaro e que não houve depoimento oral do banqueiro. Segundo o órgão, a colaboração foi rejeitada e o procedimento está protegido por sigilo legal.










