DONO FANTASMA

PF vê elo entre caso de Jaques Wagner e esquema no BRB

Andre Reis
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PF BRB
PF aponta mesmo método em compra de imóvel de R$ 2,5 milhões para senador e aquisição de seis apartamentos de R$ 146 milhões para ex-presidente do banco.

BRASIL, 20 de junho de 2026  A Polícia Federal (PF) encontrou semelhanças entre dois casos. Um envolve o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O outro é o esquema investigado no Banco Regional de Brasília (BRB). Em ambos, fundos da gestora Reag serviram para comprar imóveis. A PF diz que a estrutura financeira é parecida.

No caso de Wagner, a suspeita é que ele pediu a compra de um apartamento em Salvador. O valor é de R$ 2,5 milhões. Quem teria recebido o pedido foi Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Ele então repassou a tarefa para pessoas ligadas ao grupo financeiro.

Mensagens obtidas pela PF mostram mais detalhes. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro marcou encontros com o senador. Ele também disponibilizou uma aeronave para Wagner. Em outras conversas, Vorcaro e um funcionário citam o senador como intermediário de recados para o presidente Lula.

O advogado Daniel Monteiro atuou nas duas operações. Ele foi preso na mesma fase da Operação Compliance Zero que atingiu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. No caso do BRB, Vorcaro pediu a Monteiro a compra de seis apartamentos. O valor total era de R$ 146 milhões, sendo R$ 74 milhões já pagos.

Segundo a PF, o dinheiro passava por fundos de investimento. Depois, ia para empresas de fachada em nome de terceiros. Essas empresas formalizavam as compras. O objetivo era esconder a origem do dinheiro e quem realmente recebia os imóveis.

No caso de Wagner, um fundo da Reag comprou o apartamento. Depois, transferiu os recursos para outra empresa. Essa empresa fez a compra com a construtora. A PF afirma que esse método é o mesmo usado em outras fases da operação. A Reag já é investigada como veículo de lavagem de dinheiro para o grupo Master.

Jaques Wagner nega irregularidades. Ele disse que pretendia pagar pelo imóvel depois. Também rejeitou qualquer favorecimento ao Banco Master em seu trabalho no Senado. A assessoria do senador afirmou que ele não é réu, não foi denunciado e não tem processo sobre esse caso.

Disse ainda que o apartamento nunca foi dele e que ele está à disposição para dar explicações.

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