FOCO NO XANDÃO

Eduardo Bolsonaro sai em defesa de Nikolas Ferreira

Andre Reis
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Eduardo Bolsonaro
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro diz que áudio envolvendo Nikolas Ferreira seria uma “cortina de fumaça” e pede pressão política contra Alexandre de Moraes e Lula.

BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — Eduardo Bolsonaro saiu em defesa de Nikolas Ferreira após a divulgação de um áudio envolvendo o deputado e Daniel Vorcaro. Ele afirmou que não vê conteúdo criminoso na conversa e disse acreditar que o vazamento teria ocorrido para desviar a atenção de outros episódios políticos.

Segundo Eduardo, o Brasil atravessa uma crise institucional e autoridades estariam tentando reagir para preservar suas posições. Nesse contexto, ele classificou o caso envolvendo Nikolas como uma possível “cortina de fumaça”.

Para Eduardo, a divulgação do áudio não deveria mudar o foco das críticas feitas por aliados ao ministro Alexandre de Moraes.

“Meus amigos, o Brasil colapsou, a República ruiu. Todo mundo viu o que é que está acontecendo. Todo mundo viu quem é que são os líderes, as pessoas que estão no topo do poder judiciário e também de outros poderes, as mais altas autoridades do país. Nesse momento é natural que o regime tente reagir para sobreviver. E uma das táticas deles, com certeza, é criar cortinas de fumaça. Essa questão aí envolvendo o Nikolas, pelo amor de Deus, ninguém vai tirar da minha cabeça que nesse momento, um áudio deles que não tem nada de criminoso vindo à tona, não foi propositalmente vazado para tentar desviar o foco.”

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Eduardo Bolsonaro pediu que apoiadores mantenham pressão pelo impeachment ou pela saída de Moraes do Supremo Tribunal Federal. Também citou acusações e suspeitas envolvendo pessoas próximas ao ministro e Daniel Vorcaro. As afirmações foram apresentadas por Eduardo sem detalhamento de decisões judiciais que comprovassem as acusações mencionadas.

Durante a fala, Eduardo também mencionou supostos pagamentos, viagens e relações entre Vorcaro e autoridades. Além disso, afirmou que o banqueiro teria demonstrado interesse em fazer uma delação. Segundo Eduardo, essa eventual colaboração poderia atingir integrantes de órgãos responsáveis pela própria investigação.

“Então, como eu falo, se o regime quer que você faça uma coisa, faça justamente o oposto. Foco no Moraes, impeachment, renúncia, pressão em cima dele. Ele estava recebendo dinheiro, não era do cliente da Viviane, era do cliente dele mesmo, julgando causas em que ele é o diretamente interessado, igual o Paulo Guedes, que ainda não explicou como que os filhos teve, né, teve uma viagem paga pelo próprio Vorcaro. E o Vorcaro falando ainda que é vítima de tortura, que há 9 meses quer delatar e não consegue. Por quê? Porque a delação é feita para a Polícia Federal. Só que se o Vorcaro falar, ele vai implicar no chefe da Polícia Federal.”

O ex-deputado comparou o momento brasileiro à situação política da Venezuela. Para ele, grupos que ocupam posições de poder estariam dispostos a adotar diferentes estratégias para permanecer nessas funções. Eduardo também citou outros episódios recentes, como decisões envolvendo André Mendonça e o inquérito das fake news.

Ao comentar diretamente o caso de Nikolas, Eduardo afirmou que o conteúdo divulgado não seria suficiente para caracterizar irregularidade. Por isso, pediu que seus apoiadores avaliem os acontecimentos de acordo com o que chamou de “senso de proporção”, evitando mudar o foco das mobilizações políticas.

“O Brasil toma uma situação altamente complexa, mas não tenha dúvidas, igual aconteceu na Venezuela, eles já não têm mais pudor de fazer tudo possível para tentar sobreviver. Então, seja agora, que acabou de sair a questão da inserção do André Mendonça no inquérito das Fake News, seja a questão do Nickolas, seja a questão de Dark Horse, meus amigos, é necessário, como dizia o professor Olavo de Carvalho, ter senso de proporção e fazer o certo.”

No encerramento, Eduardo voltou a direcionar críticas a Alexandre de Moraes e ao presidente Lula. Ele convocou apoiadores para manifestações de 7 de Setembro e defendeu que a mobilização nas ruas mantenha como principais alvos políticos o ministro do STF e o presidente da República.

“Não nos deixemos que a nossa mente seja nublada por qualquer outro aspecto. O foco é um só: Fora Moraes, fora Lula, 7 de setembro, todo mundo nas ruas”, finalizou.

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