PERSEGUIÇÃO

Aluisio Mendes acusa Dino de usar STF contra rivais no Maranhão

Andre Reis
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Aluisio Mendes
Aluisio Mendes afirmou na Câmara que Flávio Dino interfere na política do Maranhão e citou decisões sobre o TCE, o governo estadual e Luis Pablo.

MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — O deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos-MA) acusou o ministro Flávio Dino, do STF, de promover perseguição política no Maranhão. A declaração ocorreu duarnte discurso na Câmara nesta quarta (2). Segundo Aluisio, Dino interfere de forma ilegal na política estadual e tenta criar instabilidade no governo de Carlos Brandão.

Brandão foi vice de Dino e depois rompeu politicamente com ele. O deputado citou decisões envolvendo duas vagas no Tribunal de Contas do Estado, que continuam sem ocupantes.

“Para se ter uma ideia, o ministro Flávio Dino é detentor de duas ações com relação à nomeação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado […] E que há mais de dois anos estão engavetados sem uma decisão.”

Segundo Mendes, Dino impediu em 2024 e 2025 a indicação do advogado Flávio Costa para o TCE. Além disso, afastou Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador, da presidência do tribunal. Então, Marcelo Tavares, que foi secretário de Dino, assumiu o comando da Corte de Contas.

O parlamentar também citou decisões do ministro Alexandre de Moraes. Entre elas, mencionou o afastamento do procurador-geral do Maranhão, Valdênio Caminha, em 2025. Mendes ainda criticou a busca contra o jornalista Luís Pablo e afirmou que houve quebra do sigilo da fonte.

“Se estivesse acontecendo em qualquer outro Estado da Federação, seria um grande escândalo nacional […] Recentemente, um jornalista que fez uma matéria acusando Flávio Dino e sua família de usar um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão. Foi apontada uma possível irregularidade, que deveria ser discutida no foro adequado, que era no primeiro grau. O que é que nós vimos no Maranhão? Foi uma ação do Supremo Tribunal Federal contra o jornalista.”

As declarações foram apresentadas pelo deputado como exemplos de interferência política.

“Fui ver, inclusive, o relatório da Polícia Federal, que, quando foi pedido que se indiciasse esse jornalista, não viu nenhum crime […] Mesmo assim, o procurador-geral da República, esse que nós vimos hoje, acusado desse escândalo do Vorcaro, responsabilizou o jornalista. E o ministro Alexandre de Moraes determinou uma busca e apreensão ilegal a esse jornalista. E mais grave ainda, quebrando o sigilo da sua fonte.”

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