
MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — O deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos-MA) acusou o ministro Flávio Dino, do STF, de promover perseguição política no Maranhão. A declaração ocorreu duarnte discurso na Câmara nesta quarta (2). Segundo Aluisio, Dino interfere de forma ilegal na política estadual e tenta criar instabilidade no governo de Carlos Brandão.
Brandão foi vice de Dino e depois rompeu politicamente com ele. O deputado citou decisões envolvendo duas vagas no Tribunal de Contas do Estado, que continuam sem ocupantes.
“Para se ter uma ideia, o ministro Flávio Dino é detentor de duas ações com relação à nomeação de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado […] E que há mais de dois anos estão engavetados sem uma decisão.”
Segundo Mendes, Dino impediu em 2024 e 2025 a indicação do advogado Flávio Costa para o TCE. Além disso, afastou Daniel Itapary Brandão, sobrinho do governador, da presidência do tribunal. Então, Marcelo Tavares, que foi secretário de Dino, assumiu o comando da Corte de Contas.
O parlamentar também citou decisões do ministro Alexandre de Moraes. Entre elas, mencionou o afastamento do procurador-geral do Maranhão, Valdênio Caminha, em 2025. Mendes ainda criticou a busca contra o jornalista Luís Pablo e afirmou que houve quebra do sigilo da fonte.
“Se estivesse acontecendo em qualquer outro Estado da Federação, seria um grande escândalo nacional […] Recentemente, um jornalista que fez uma matéria acusando Flávio Dino e sua família de usar um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão. Foi apontada uma possível irregularidade, que deveria ser discutida no foro adequado, que era no primeiro grau. O que é que nós vimos no Maranhão? Foi uma ação do Supremo Tribunal Federal contra o jornalista.”
As declarações foram apresentadas pelo deputado como exemplos de interferência política.
“Fui ver, inclusive, o relatório da Polícia Federal, que, quando foi pedido que se indiciasse esse jornalista, não viu nenhum crime […] Mesmo assim, o procurador-geral da República, esse que nós vimos hoje, acusado desse escândalo do Vorcaro, responsabilizou o jornalista. E o ministro Alexandre de Moraes determinou uma busca e apreensão ilegal a esse jornalista. E mais grave ainda, quebrando o sigilo da sua fonte.”







