
MARANHÃO, 08 de outubro de 2026 — A eleição de 2026 mudou o cenário político do Maranhão e expôs a divisão entre grupos que antes apoiavam Lula (PT). No centro do conflito ficaram Flávio Dino, Carlos Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), enquanto a direita avançou nas disputas pelo governo e Senado.
Camarão chegou à vice-governadoria em 2022 após uma articulação feita quando Dino ainda governava o estado. O plano político previa sua candidatura ao governo em 2026. O acordo desmoronou quando Brandão lançou o sobrinho, Orleans Brandão (MDB), para sua sucessão.
Então, Brandão apoiou Orleans, enquanto Dino e o PT ficaram ao lado de Camarão. Lula também declarou apoio ao petista, mas não veio ao Maranhão fazer campanha. Eduardo Braide (PSD), por sua vez, disputou por outro campo. Orleans e Camarão acabaram fora do segundo turno.
A divisão também teve reflexos no Senado. Lahesio Bonfim, identificado com a direita e apoiador de Jair Bolsonaro, conquistou a vaga com mais de 1 milhão de votos. Além disso, a direita ampliou seu desempenho no estado, historicamente favorável a Lula nas eleições presidenciais.
Nesta quarta (7), Camarão defendeu uma união em torno de Lula no segundo turno. Ele citou Braide, Orleans e Carlos Brandão e propôs um “lulaço” em São Luís. O pedido ocorre após uma eleição marcada pelo rompimento entre antigos aliados.
Agora, parte das lideranças ligadas a Brandão demonstra pouco interesse em entrar na campanha presidencial. Com a antiga base dividida, Camarão e Eliziane Gama permanecem entre os principais nomes mobilizados para divulgar fake news contra Flávio Bolsonaro e favorecer Lula no Maranhão.










